quinta-feira, 3 de julho de 2014

LUSCO-FUSCO, LUSCO-FUSCO - verbete glossario etimo

Donquixote.JPG

Um jogo entre  dois tenistas( não é possível jogar um tenista contra e a favor de si mesmo, jogá-lo contra outro é, pois, mister, senão não há mister Roger Federer  versus “el  hidalgo señor “ Rafael Nadal, vulgo “Touro Miura”,  bravo desportista da terra de Dom Quixote e Sancho Pança transido pela dança do ventre. O mesmo se dá a esmo com  a peleja  entre dois boxeadores ou,  por outra,  a disputa envolvendo duas  equipes de  futebolistas, por exemplo,  ou  jogadores de baralho,  enfim, ao que mais se apresente em jogos e esportes  cujos tempos cronometrados  aparentem apresentar tempos iguais no giro dos ponteiros do relógio,  mas que, em realidade,   apresentam  tempos diferenciados,  mesmo quando tal tempo for o mesmo em horas, minutos, segundos e milésimos ou milionésimos  de segundos nos dois  jogadores a medir o tempo  no ato de jogar ou em  relação a outra partida de tênis ou qualquer outro desporte ou jogo, que visite o relógio, isso  no que tange à igualdade do tempo de jogo que, ainda que seja mensurado na mesma quantidade de tempo que se mediu a outros ou outros eventos esportivos, não têm de fato o mesmo tempo,  não é o mesmo tempo senão na quantificação, jamais na qualificação do tempo vivido : tempo da libido e  do folguedo infantil ( tempo lúdico). Inobstante isso , malgrado a igualdade ou similaridade nos tempos cronometrados ,  o tempo quantificado nunca corresponde de fato ao tempo passado entre dois jogadores, compartilhado  pelos espectadores,  nem sequer para cada um dos envolvidos no jogo , isoladamente, individualmente,  não  são tempos  iguais, mas apenas medidas iguais da mesma porção ou quinhão de tempo, não importa se tais tempos “iguais” sejam ou não  simultâneos : são sempre simulacros basais, com estofo no indivíduo, nunca nos indivíduos em conjunção societária, cultural, os quais não partilham da lucidez da individualidade, nem da verdade que há nela e contraste hipócrita da mendacidade que carrega tudo o que é coletivo no caudal cultural que acaba derramando no homem e o queimando no cérebro.
 São, de fato,  diferentes tempos,  aos quais  se lêem como iguais, porquanto os números são os mesmos, ou seja,   o mesmo tempo esteja consignado, assinalado inequivocamente  em numerais e a respectiva  leitura seja feita com precisão atômica ou  por reles  relógio prosaico ou em cronômetro sofisticado,  com tecnologia de ponta, os quais, a rigor,  cravem  o mesmo tempo, aritmeticamente, com variação ínfima para o erro, pois a matemática  não é exata,
Pois não sofre de exatidão, como sonham matemáticos incautos e incultos. A exatidão matemática é um mito que se espargiu graças a linguagem cifrada de símbolos matemáticos  e algébricos , porque a álgebra  é  absoluta, resolutamente abstrata até o fim dos objetos,  senão em si, platonicamente, no universo ideal,  porém não nos fatos, nem tampouco nos atos humanos ou naturais que dão  causa à uma margem mínima de  erro , os quais se torcem na mensuração do triângulo, do círculo que se utiliza do “PI” radiano, cujo fito é o de  debelar cortes no espaço geométrico,  os quais estão a  viger vigorosamente   nos números uebrados,
Numerais sem troco,  por vírgulas cindidos pelo gládio da razão, porquanto não levam o numeral ao finito da realidade, mas sim ao infinito matemático, que não passa de uma ficção genuína,  daquelas  que sobrecarregam de contrastes o real e  o ideário e marcha a ré para um idealismo instrumentalizado pelas matemáticas, cantando a canção da cabeça dos seus matemáticos idealizadores,  fecundos e facundos nefelibatas,  idealismo exacerbado esse que somente encontra correção na abstração da álgebra que, como uma  espécie de contraparte  da matemática numérica, não põe números, mas apenas letras que representem todo o universo pensado ou mesmo o impensado,  ou impensável, em letras que abstraem números, tomando-lhes o lugar singular e dando-lhes a vastidão  do universal que lhes é comunicado , destarte, tudo  fundamentado nas idéias de Platão ou em pensamento puro e transcendental ,
Tipo o kantiano, porquanto  a letra dilui o número e o  torna mais vasto que o universo, vasto como somente o pensamento o é ou ousa ( na “ousia”)ser ou pode ser dentre os glosadores com seus motes de sesmarias prontos como botes de cobra e salva-vidas sobre água de naufrágio  com sufrágio de aves Marias e marinhas, que se atracam à nau com nautas em desespero. Tudo isso engendra naufrágio e não sufrágio; contudo, se gerar sufrágio será pior  mal  do que o do naufrágio completo. O pensamento é uma nau para o naufrágio, não para o sufrágio. Todas as idéias que trafegam ou trafegarão, naufragarão nas Fossas Marianas.
A margem mínima do erro transpõe o tempo erodido nas figuras geométricas, tal qual o círculo ou circunferência, que devora um espaço curvo e deixa fora a outra curvatura do côncavo ou do convexo, por onde converge em parábolas cartesianas , as quais se curvam indóceis ao tempo do relógio e dos cronômetros da mais alta tecnologia, os quais estão aptos  tão-só para mensurar a ficção matemática do tempo, ou melhor, parte do tempo isolado em um dos seus atributos ou predicados. Não que um tempo ou o mesmo tempo registrado seja diverso de si mesmo, mas sim porque um mesmo tempo registrado  para duas duplas de tenistas  durante o transcorrer da partida, conquanto medido como tempos iguais no mesmo cronômetro ou relógio, não é, de fato igual, e sim completamente diferentes, entre as duplas e entre todas outras duplas co jogadores solitários em cada alado da quadra ( não falo de tenistas a jogar em dupla, mas se falasse nada mudaria o raciocínio; aliás, o raciocino poderia ser levado às duplas em jogo do mesmo modo que no embate dos tenistas individuais, excepto que o tempo, mais uma vez, mesmo sendo o mesmo no relógio, não seria, na realidade do jogo e dos jogadores envolvidos, o mesmo tempo nas duplas e nos jogos dos tenistas individuais,  e não por causa ou e função apenas do tempo psicológico simplesmente, que é tão-somente um elemento de pouca monta,  mas por uma gama de fatores que regem as leis matemáticas dos caçulos integrais e diferenciais durante a contenda dos  tenistas que jogam individualmente e daqueles que jogam em dupla,  os quais, ambos os embates, administram o tempo de forma diversa, porquanto não somente o tempo é diverso e com maior polifonia como o universo medra em massa e movimentos que tangenciam essas massas na forma da física abordada por Newton ou pela mecânica quântica, as quais “físicas” reeditam e “reorganizam” as “físicas” no universo químico-fisiológico do corpo, mormente onde a mente se entronca com os neurônios).
Outrossim,  levanta-se  no levante um outro tempo  quando dois ou mais jogadores diferentes estão na desabrida luta que é o  jogo, ainda que o tempo que se passou ou se passa seja lido dentro da mesma quantidade  dos supracitados e tenha de fato a mesma quantidade de horas, minutos, segundos, milionésimos... ainda  com toda a extensão das reticências que se colocarão  após os números em dízima periódica, -  o tempo,  não obstante,  não é  o mesmo tempo, pois são outros os jogadores de dados ou de pôquer, futebol, esgrima,  ou de tênis, no caso em quadra aqui neste tecido historiado de forma avulsa.  Se forem outros os jogadores,  novos os contendores, ou mesmo com os mesmíssimos combatentes em quadra,  em outra hora ou dia (noite), mais diverso se torna o tempo, por causa do ser que impregna, o ser de cada homem em biometria, que dá corpo ao tempo. A causa do tempo é o ser no bioma,
Na cidade, no campo, no poema,  na ema correndo, em todo o movimento...O movimento, a velocidade, a força são funções do tempo, da matemática e da física, bem como da química, que não passa de física em menor escala ou na escala dos elementos atômicos de Mendeleiev,
Grafados em Tabela Periódica dos Elementos  ao sabor da inteligência do sábio russo, que por tabela pode ser provado ou provocado. O tempo nunca é outro tempo real, fático, senão o presente, que se dá na epifania do ser. Não existe tempo para trás, pretérito, senão no verbo que o reza, nem para frente, no futuro: o futuro de amanhã é hoje amanhã, no presente  que amanhece em seu ser, vivo, presente e vida; o pretérito de ontem, já foi vivido e não retorna com a máquina de pensar de Einstein e da Mecânica quântica com suas equações que pensam descrever uma porção do universo em lei que retroage para beneficiar o criminoso com pena mais branda. O tempo é o presente eterno que põe o ser na ponta do olho, no faro do olfato...:
O presente é a eternidade dada ao homem enquanto ser vivo, nas corredeiras do rio de Heráclito de Éfeso( Vide, melhor, leia a nobilíssima e douta Epístola de Paulo aos Efésios). Assim como a física quântica é a física da energia mínima, mecânica do ínfimo, que se rebaixa de infinito para mais abaixo; e no lado oposto e paralelo está a mecânica de Newton, que,  ao contrário, sobe  das galáxias ao infinito que segue em  espiral para cima.
O tempo mensurado nos relógios e cronômetros é tão-somente uma parte do tempo, não todo o corpo do tempo, que abrange músculos, materiais esportivos, vestes, espaço e condições climáticas, biogeometria do corpo humano e do espaço achatado dentro, no entorno e fora do corpo chato ( entortado pela gravidade), participação do vento, da chuva, do sol, do fluxo hormonal, bioma, presença de insetos, bactérias, fungos, protozoários, vegetação, solo, cultura, rito sinestésico ( sinestesia), presença de minerais, umidade do ar, calor, sol, sombra, frio, participantes do jogo e espectadores, torcedores, enfim, uma gama de elementos que vai ao infinito : este conglomerado galáctico em ritmo é o tempo. Medimos o tempo pela barra nigérrima da noite a caminho das sombras da madrugada e pela barra da alva,ou seja, não o medimos, apenas inventamos com isso os r elogios, que mensuram as convenções sociais e científicas, bem como lingüísticas e histórico-contextuais, pelo movimento do sol nascente que vêm do dilúculo, vai ao zênite, passeia pelo lusco-fusco(lusco-fusco!)  e chega, por fim, ao nadir, quando a noite desce em sombra descalça e procura seus rastros escuros na treva.
O tempo é o que há de mais concreto, conquanto o vejamos como abstrato e como mera idéia porque o pensamento modifica ou redesenha  a realidade  invertendo-a para poder  captá-la de ponta cabeça e, posteriormente, subjugá-la sob conceitos  em contexto com o texto tecido por essas concepções intelectuais, que se dobram à gravidade da época vivida e vivenciada pelo ser, então humano, sob pressão de grupos e doutrinas humanas e desumanas, todas fincadas no interesses de grupos institucionalizados ou não.

( Do Anteprojeto de lei “Caminhos Dos Livres-Pensadores, Hermeneutas-entomologistas e Exegetas dos Marimbondos Pintalgados de Preto e Branco em Oblongo Corpo Alongado de Aeronautas)

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terça-feira, 1 de julho de 2014

TRÁS-OS-MONTES, TRÁS-OS-MONSTES - verbete portugal provincia freguesia concelho



Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Não espero o tempo
Porque o tempo é ser
E sem o tempo não sou
nem serei  face à estrela matutina,
nem face teria,
pois o futuro
não é  tempo
porquanto não tem ser
por substrato :
futuro é mera ficção verbal
expressão para designar o nada,
que atende ao “logos”
no modo de dizer o grego
do heleno que viveu
deu seu ser ao mundo
em tempo de Magna Grécia
quando o homem
para se manter gregário
naquelas ilhas esparsas pelo mar
agregava-se pelo vigor e rigor do pensamento
em língua que logo levou ao “logos”
e daí à lógica do filósofo
o estagirita egresso da Academia
antes de fundar o Liceu
onde perpetrou suas lições,
fundamentou suas ilações
e implantou a filosofia
em seu acabamento final.
O “logos” se rebaixou no verbo do latim
tirante a jasmim de mim
plantado no ar do meu olfato
que busca um fato
até na metafísica
presente ou em ser
na doutrina da química,
da mecânica em asas de mariposas
na chuva em  chuá
que  cai no anjo da enxovia
de onde alguém em cela
medita e obtempera algo
que nasce na alga
com a qual sonha
em  mar ao longo oblongo
da  costa do amor
que segue por caminhos de marimbondos,
entes de corpos oblongos
cujo nome se originou
da fala do tupi
que tudo fala
mas nada diz
porque um povo que diz
mais  do que narrar uma estória
que  se encontra  em uma lenda
cuja forma vem em tradição oral,
diz do mito
que é o princípio do conhecimento
grafado em forma de história,
então  historiologia,
que é o tecido da mente
já presente ( ou em ser)
nos primórdios da evolução
quando o “logos”
eivado de lógica
aborda os princípios do conhecimento
e funda a gnoseologia,
dá face à ontologia,
liberta-se na epistemologia
e se compraz na ética,
conhecimentos fundamentes
depois que o idioma funda a historiografia
para embasar o rumo do pensamento historial
vedado às mentes infantis
ou dos primatas do filo dos orangotangos,
avestruzes, peixes-boi, cabras-montesas,
cães-de-caça, mastodontes extintos
e todos os entes extantes.
( Uma língua nasce e perece
Lambendo o homem
Que a fez calar, falar, cantar
E deu-lhe corpo estrito escrito :
É um cão e um rio
A beijar o homem
Com o riso do ser
E o líquido da água
Que fez Heráclito de Éfeso
Pensar  para a urbe e o orbe).
Nunca aguardo o tempo :
- eu o vivo,
Ovo vivo,
 por Trás-os-Montes
onde há um couto encravado
Entre-Douro-e-Minho
E com o rio Douro
A chuá chá
Na chávena do álveo:
Rio Torto
De rito torto a direito.
No tempo sou
E faz do tempo
O meu corpo
Uma alma
Que invade as terras
Do Couto de Ervededo
Que põe o dedo
Na ferida da Correição,
Que era o que era
A província de Trás-os-Montes(Trás-os-Montes!),
Que, a bem da verdade,
Não trazia os montes,
(Nem os trago eu,
Na tragada do cigarro ou da cerveja),
Nem tampouco os levava ao Couto,
Mas  sim à Correição
Levava os considerados malvados,
Homens que se comportam
Quais meninos traquinas
( isso não é permitido politicamente,
No direito, que é política em pó de leite0,
-pois, por seus  crimes
Em apontamentos nos Códice Penais
Levá-los-ão ao alazão do Corregedor
Cuja função precípua
Era (puáh!) corrigir o mundo
Dos homens lusos
Ou difusos,  cafusos
Que luziam com a lanterna da vida
A pegar fogo por dentro
-  antes de serem  instituídos por lei
De homens livres
em  corpo de bombeiros,
Que é  dos bombeiros,
Enquanto homens individuais, de fato;
Todavia , sob lei, passam à  corporação,
Porquanto são assim  de direito,
O que não é direito,
Mas torto e sinistro
Ainda os destros inatos;
Ou seja,  se são capital de Corporação,
podem ser queimados
Nas fogueiras das inquisições extemporâneas remanescentes...
Para onde os enviam o estado de direito
Em cumprimento de dever  (de casa!,
Caso não saiba),
Batendo o martelo das bruxas
À sinistra do juiz
De fora da realidade
Por sua inexperiência,
 subserviência conivente rapaz
e outros predicados .
Por causa dessa fragilidade
Aqui, na terra da Veracruz,
Onde Vera é uma meretriz de raiz,
Embora existam mulheres virtuosas
Sob tal nome,
Carregando por Cristo ao calvário ( Caveira)
A cruz pesada da terra,
Enxugando-lhe a face torturada  com Verônica,
Que são tantas mães, esposas, irmãs,
Nesta Sociedade do Pau ( Pua-Brasil),
Que põe os meninos inocentes nas celas
E soltam os ladrões e assassinos
Para que possam conquistar o poder na terra.
Entretanto e  sem embargo dos espinhos finos,
Da coroa de espinhos,
Diademas dos reis reais,
Que por aqui grassa em peste endêmica,
Pelas terras das  freguesias
 e  Concelhos de Portugal
O tempo se tornou ser
Ao se  latifundiar e minifundiar
 por terras afins dos sem fins,
para lá dos confins,
Ao se  encostelar , para dormir a sono solto
com as freguesias portuguesas,
com as quais se amasiaram demasiadamente,
Como no caso que foi
Com  Soutelinho da Raia
( freguesia extinta),
Vilar de Perdizes, Cambeses do Rio,
Pitões da Júnias,
Onde nasceu o Mosteiro de Santa Maria das Júnias,
Nome grego tão discutido por exegetas
E  filólogos de peso elefante
Após leitura acurada da Epístola de Paulo aos Romanos.
Deus salve os hermeneutas voadores,
Nefelinatas  com batas, máscaras e capas, sobretudo;
- Sobretudo sobrestados e sobresaltados!
Assaltados, se tanto.
 Hoje é tempo
A correr escorreito
 pelas cachoeiras em águas heraclíticas
E  a se fixar ao solo,
No torrão de terra
Sobre o qual nascemos
E estamos assentes
Até que a morte venha
E mate com um xeque-mate
Milhares de Xeques árabes
E o gentio miserável
Que povoa o globo
Em Póvoa de Varzim
Peregrina a meio caminho
Entre os rios Douro e Minho,
Que é Minho,
Mas não meu,
Nem teu,  Zaqueu,
Teu ateu  hipócrita
com véu de mel
Que fez um escarcéu
Para chamar a atenção de Jesus!
Hoje, agora é tempo;
Logo, lógico, é ser;
Porém não no “logos”
Que é tão-somente
Seu dizer no vácuo
Do vocábulo que exprime
O pensamento em signos.
Entrementes não é
Senão  voz aveludada,
Ciciada, sussurrada ou em grita
De profeta furibundo
Rasgando túnica, céus e terras
Na representação
Da ira do Senhor
Contra a iniqüidade humana,
Esse opróbrio a vergar o tempo,
Tal o peso em onça
E  em calado de navio.
Antes do ser
Que medrou em mim
Não chovia tempo,
Não havia ser;
Depois de mim
Não haverá ser
Dentro de mim,
Nem nas crisálidas,
Falenas...
Porquanto o rio de Heráclito,
Rio crítico,
Terá passado
E grafado marcas fósseis
Ao imprimir o corpo
Onde havia um ser
Que não será mais
Que um geóglifo
Ou petróglifo
Ou hieróglifo
A listar linhagens de faraós
Ou marcas indeléveis de felás.
Não espero o tempo
Sou o tempo
E meu corpo extenso
Vai pela terra em latifúndio
Enquanto meu coração late fundo.
Não  acho
Nem sombra de molécula minha ( e doura!)
no tempo que passou por ontem
e não é nada hoje.
Assim é o tempo que ainda não é : o futuro;
Tempo imaginado e construído
Por arquitetos de abantesmas
E engenheiros  da usina do avantesma
Com materiais de fantasmas
Que não têm nem mais asma
Que os incomode na ode da cova rasa.
( Anteprojeto de “Leis para avantesmas em travessia pelo caminhos dos marimbondos oblongos com Queda Para Amar Imensamente o Mar imenso de Omar e outros mares que estão para peixe-espada aqui e onde tem buritis: Veredas”).
 
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