terça-feira, 15 de maio de 2012

LINGUOPALATAIS - wikcionario etimologia wikcionario etimo wik dicionario verbete glossario lexicografia logia


Afirmar que a ciência e a técnica é a linguagem ou são as várias linguagens que a constituem, não é excessivo : enorme parte da linguagem é a ciência, de fato e de direito, a própria concepção bifurcada da ciência e da técnica.
O direito, no Brasil, é um arremedo de ciência, mas não tem qualquer status cientifico justamente porque não é justo; e se não é justo, não é ciência, pois a ciência é justa e somente pode se vestir ou travestir de justiça ou nos arredores dessa concepção algo idílica, utópica, idealizada. Ela, a ciência, carece desses sonhos para se revestir de caráter cientifico; esse mundo onírico é a tecitura dos seus requisitos básicos, basilares. 
A ciência não existe sem linguagem, utopia, idílio e ideal ou ideação ;é um "pathos" tal qual o amor, a paixão desmedida, injusta, por´pem com foros e delírios de justiça e nobreza máxime quando envoltos na atmosfera do sonho os lovelaces, os enlaçados, enredados  na teia , os enamorados. A alma da ciência é um gás nobre ou está impregnada dos gases nobres enunciados na Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev que, com a dita tabela, prova a existência ou realidade do  tempo e do espaço, este enquanto um buraco ou um junção do tempo em energia que se entrechocam formando matéria, na velha equação de Einstein-Planck, que goza do privilégio injusto, injustificável,  de ser somente da lavra do relativista.
Óbvio que  a ciência tende à farsa, essa arte inata ao homem ( e a mulher!!!...), necessária à cultura e à sobrevivência humana enquanto grupo social, político. A farsa é a mole do edifício que sustem toda a estrutura, o arcabouço do projeto e da realização da engenharia na Cúpula de Santa Sofia social, uma edificação que não se pode ver por trás da mole do prédio original de alvenaria, cantaria. Um cantaria na pedra, outro no projeto social-político que embasa as relações humanas de Hobbes a Nietzsche. Um percentual de 99% da ciência comunicada ao público alvo é pseudo-ciência, restolho, refugo cientifico dado aos porcos na pocilga, a fim de que possam chafurdar na lama sem consciência pesada ou má-consciência conforme gostava de falar Nietzsche que bem sabe do sabre pairando sobre as cabeças coroadas ou com tonsuras originadas no tempo ou no rito de tonsura.
A dose para se lograr um razoável grau de ciência é tarefa hercúlea, está entre os doze trabalhos do herói, de Héracles e raro tem parâmetro porquanto escassa, escasseia a produção de ciência e está cada vez mais a escassear, vez que a técnica escamoteia e, além de escamotear,  obscurece, vem a obscurecer,  ou enobrecer a lividez da ciência. Achar o calibre certo ou aproximado entre a linguagem, a utopia que é inerente à linguagem e às linguagens, o espaçamento idílico e o ideal, dentre outros itens não citados, é patinar quase na impossibilidade de por a ciência no mundo, sem falar na política e outros elementos sócio-econômicos de força, além da camisa-de-força do direito que vige em toda terra e domina o homem, em sua maioria, pois o direito é postulado em função de uma minoria privilegiada, ou seja, senhora dos direitos do direito e do direito posto em lei : direito positivo ou de fato, sem trocadilho com a questão de fato e de direito, que é pura ciência, até onde a dose meça a peregrinação à Meca sagrada.
A linguagem abriga ou alberga tudo o que é humano ( cultural ) dentro de si, na sua atmosfera ou hidrosfera, num oceano sub-lingual, escrito ou fonado : consoante palatal ( consoante linguopalatais ), fricativa dental surda não-sibilante, fricativo labiodental surdo oclusivo, alveolar, consoantes pulmônicas, ejetivas, implosivas, cliques, etc. : tudo "consoante" o alfabeto fonético internacional. Apenas não tem asilo ali o que é nato. O "h" é letra diacrítica.
Eis uma sumária descrição de ciência que, enquanto arte, fala e grafa ou desenho signos, substituindo símbolos e imagens, os quais introjeta.

(  A linguagem é o homem

posto na cultura
nu de antropologia
- que não seja rasgo linguístico :
etnologia densa e difusa
( fuso o horário
difuso
na fusão do parafuso
fusco
lusco
luso
dentado
farpado
auto-atarraxante
- parafuso-biela!

A linguagem que é a língua

falada e escrita
contém várias linguagens
no bojo de um mesmo idioma
- linguagens amoldadas
a essa língua genérica
linguodental

No palato o canto

com a palatização
no sopro do oboé
que é
e dá  ser
que aflora
na linguagem
e nas linguagens candentes
incandescente

O soprar do arcanjo no fagote

que dança no espaço escalar sonoro
vectorial
feito um palhaço
um trapalhão
- o pobre fagote!
tetrarca em fagocitose
para virtuose
que tosse
e tose
no que tosa
- a tosa
da ovelha
velha
que engelha
ajoelha
espelha
o dossel e a ranhura do abismo
na água do lago
gago
aziago
que afago
- o gajo!
( engajo?!
engajado!
engajar?!...)


A linguagem é o ser do homem

e o ser que o homem dá às coisas
aos entes
duendes
doentes
- ser sem sopro de trompas no corpo
enunciando o anjo
anunciado
com trombetas sonoras
de flores amarelas-goiaba
- de um amarelo-goiaba
beirando a podre
( odre no chão
de São João
do limão galego
- um balão
metereológico
ilógico
e nórdico
com pórtico
para goiabeiras enfloradas
sobre o muro antigo
e o telhado quebrado
da casa velha
alquebrada
abandonada
aos fantasmas camaradas
- comunistas! :
sem-terra
ou teto
para arquiteto
inclinar a cabeça
e dormir o sonho de lua
falciforme
à Joan Miró
em brasa na treva da noite
do gato preto
ao rutilar branco de escarcha
na estrela que pisca
o olho enamorado
no xadrez
de-dia-e-de-noite )

A linguagem não é

nem cerra ou encerra
o homem no amarelo goiabada
ou no escarlate goiaba
latente no vermelho
bichado
parte gusano
anjo-bicho que é
mas não está postulado assim
em linguagem
que o amarra na quilha do arcanjo
qual barco a vela
emergido do oceano onírico
surreal
surrealista
de Salvador Dali
- ali em mim
e também aqui
em ti
posta a linguagem
com suas infinitas variantes
cefeidas

O gusano entretanto

tem sabedoria escrita em código genético
harmonia interna e externa de movimentos
sem conflitos e embates
pois prescinde de linguagem exterior
jargão
jergão
nomenclatura
terminologia
lexicografia
lexicologia
verbete
dicionário
glossário... :
e, concomitantemente,
não  processa conhecimento conflitante com a sabedoria inata
congênita
- não se retorce duas vezes
nas vascas da agonia
do conhecimento incerto
perdido na linguagem
olvidado nas especialidade das muitas linguagens

O gusano

o verme
a ave
o gato no preto do branco
do olho no fundo funcho
( Foeniculum vulgaris)
- uma umbelífera aromática
colhida na bacia do Mediterrâneo
- glauco
no seu verde a mar
- glauco de glaucoma
quando não é verde
- o verde para os olhos
sem a mensuração dos raios
para esta cor a mar
devido a obstrução do humor aquoso
nos olhos de um Glauco mítico...
- enfim,
retomando da digressão :
o gusano e outros insetos
e animais que  o latim não seccionou
não rendem culto à ciência
que é apenas a parte da sabedoria
com linguagem inventada
pelo homem
- este Glauco
ou Clauceste
celeste
nefelibata
suicida
inconfidente
refugiado no Lácio da língua
no lastro de chumbo dos alquimistas
no deus das saturnais
festividades celebradas no solstício de inverno
( esse o tempo marcado no compasso do ritmo),
na conjuração...
ó Clauceste Saturnino!
- Satúrnio! :
Senhor na noite negra e fria
- do suicídio 
perpetrado no cárcere

A história do homem

sofre a bifurcação
de ser a historiografia do crime
aflorada sem código genética
- regime  natural este
que dá o tom da norma natural
com tinta de DNA
- que pinta de guanina!
e  desbota a sombra do crime
e do pecado
na bota
e no bota-fora

Animal não tem história

que não seja natural
portanto não perpetra crime
está livre do pecado, padre!,
porque no bicho
tudo é saboreado
na escrita dos genes
que move a arara azul
corpo e "alma"
- pagã! :
Sem latim para Vulgata!
e direito canônico
para Cláudio Manoel da Costa!!!... :
Direito que não lhe valeu de nada,
ó poeta conjurado! :
 
Árcade )

domingo, 13 de maio de 2012

POLÍTICA - verbete wik dicionario verbete glossario lexicografia etimologia etimo

Flores de Jasminum nitidum, Jasmim-estrela
A cultura é o conteúdo da linguagem, sua forma; ou seja, a cultura é uma linguagem que abarca,  em verdade,  todas as linguagens faladas,( cantadas : a linguagem em cantatas) , escritas ( para-partituras musicais, matemáticas, algébricas, técnicas e tecnológicas, quando faz o artefato ou discurso sobre o teor do mesmo em ciência), representadas teatralmente na cultura, nas vestes, gestos, caretas, geometrias, etc.  
A coleção de gestos, valores ( axiologia), vestimentas, costumes, falas, timbres, prosódias, são conteúdos ou objetos da cultura, seus artefatos manufaturados ou industrializados, enquanto o direito, a ciência ou o mito do direito, e, na realidade,  ambos, que é o que constitui essencialmente, existencialmente, a ciência,  tem sua forma concomitante na religião da cultura, que, em si, ou de si para si e para o outro, é uma mera ficção de interlúdio para piano e orquestra à moda de Tchaikovsky. A religião é uma ciência sobrevivente do passado, um pretérito em mutualismo com a ciência que atua na função de atriz social, instituicional,  vigente, consoante a cultura tenha se libertado parcialmente do vigor de sabedoria simbólica e real que a religião encarna.
A cultura é a grande ficção do homem, que a antepõe e sobrepõe, sobrelevando-a à natureza ( ou às naturezas nos moldes da engenharia, biologia, ontologia geometria, arte artesanato...) , a qual fica em segundo plano, num plano piloto, mas não geométrico. Como vêem, como enxergam ou visualizam  as ditas formas e conteúdos  naturais aquelas culturas  sem um Euclides? Ou cada uma tem sua geometria “euclidiana”, sem Euclides grego ou Descartes analista de parábolas em curvaturas no espaço sem tensão : espaço de extensão, o qual  difere do espaço de tensão, que leva as forças do eletromagnetismo, nuclear e elétrica, na amperagem e voltagem. Podemos percebê-lo, surpreendê-lo garboso, majestático, infenso aos conceitos Greco-romanos,  nos olhos dos aborígenes para a geometria não-euclidiana, que eles, os indígenas, devem possuir intuitivamente, mas não no sentido kantiano  do termo?
Mergulhados como peixes que somos no oceano ou na atmosfera da cultura que nos dá a respiração intelectual e sentimental ( o “pathos” e o “nous” ) não existimos fora deste meio ambiente nem enquanto indivíduos ou entes coletivos, pois o que somos é, com a cultura, entes coletivos. A individualidade é um rasgo mínimo, um extravasar sem objeto.
Sem embargo, a cultura é apenas uma das inúmeras roupas ou roupagens do ser humano enquanto linguagem  e mesmo que esse ser humano esteja nu no autóctone : é a vestimenta do ser humano grudada à pele, aderente, modulada  nas formas que assumem as várias linguagens que comunicam aos seres humanos em comunidade,  o universo interno e externo do ser que constroem perpetuamente no lugar onde brota o tempo e suas ervas, todavia sem poder mover o poder e o viço das ervas, nem demudar seu sistema nervoso autônomo, todo constituído de ervas daninhas ou plantas para cultivo, jardim botânico, botânica, enfim.
No âmbito apertado dessas linguagens o ser humano forja uma liberdade ou a própria liberdade, outra ficção humana, quiçá a mais grata e venturosa : mera liberalidade. No Entretando,  tal qual o direito, a poesia,a ciência, dentre outras linguagens que perfazem o périplo cultural,  a liberdade, o livre-arbítrio, a emancipação, a independência, não passam de ficção, de uma porção ou quinhão originário no modo  onírico, que é parte considerável de nosso pensamento, ciência, arte, religião, conhecimento, linguagens, enfim, sempre linguagem ou tecido translúcido e tênue de teia de aranha cruzeira.
A cultura é perenemente devorada pela natureza, pois esta última é real, enquanto a a segunda não passa de um vasto conjunto de linguagens, considerando a técnica como linguagem aplicada aos conteúdos naturais.
A mesma ocorrência pode ser registrada no direito e nas demais linguagens que a ciência assume ou subsume : a realidade natural sempre solapa a idealidade  imaginada ou a “realidade” fictícia, enquanto cultura : conjunto de linguagens equacionais ou nominativas e normativas.
As linguagens se equacionam para formar o feixe de relações após  nomearam os entes e, por fim, ou em meio ao processo, se desenharem e escreverem-se em conceitos abstratos e concretos, de modo a proceder a outorga de   concreções ou abstrações, se não ambos, concomitantemente.
Assim como ocorre entre a cultura e a natureza, no seu jogo de preto e branco, no xadrez do dia e da noite, vida luminosa e morte escura; enfim, neste jogo de luz e sombreado, o direito, que é uma das linguagens servis,  é sempre devorado pela política, uma linguagem que transcende a própria linguagem, pois está no mundo brutal dos fatos ou dos atos das bestas ( que somos!) que buscam o domínio sobre outrem e sobre a totalidade das linguagens, ainda que isso seja simples utopia, pois a paixão pela fêmea, território e prole, é maior que qualquer ato racional e surda a qualquer atitude mínima de bom-senso,quando a dominação, que traz a guerra, entra no universo social do ser humano do mesmo modo que no das feras mais temíveis : isso é política e se resolve com rosnados semióticos e semiológicos, porquanto a realidade é viva e mutante, mutável, não tem os limites da linguagem, eivada de regras, sob norma, obediente ànto a idealidade , que mesmo quando mero ideal se torna em alfange com o qual defendemos o cavaleiro andante assassino medieval dentro de nosso sonho aldeão,  quando a política ou o interesse contextual vital prevalece ou há mister de que seja a prioridade, porquanto todos aspiramos nos fundir a uma fêmea e forjar uma prole que nos dê um lugar num novo corpo material,  no futuro imaterial, enquanto esse futuro não for o tempo atuante
Se tal futuro, no discurso lógico, não passa de inexistência ou  algo nominal-equacional ( nominativa-equacionativa )_ , que somente se torna real nos artefatos culturas via linguagem da técnica ou o fazer sobre a substância do universo em coisas; outrossim, não obstante, é fato pensável desde a tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev e, portanto, um tempo possível e que será posto, pois já vem no vir-a-ser do dia-a-dia.
Idéias não existem, nem tampouco podem estar na realidade, mas tão somente na realização, que é o meio ou via em que a idéia entra no mundo pela mão do homem manipulando a linguagem técnica mental e manual : a realização é algo mente-mão : a mente elabora a linguagem e a mão passa essa linguagem pelas coisas transmutadas, destarte, em objetos, artefatos,  ou realizações mente-mão do ser humano, o realizador de novos mundos, nova América, continente incontido no espírito humano.
( O ser humano porfia contra o bicho
Com alfange
 adaga
 cimitarra
órix-cimitarra
alcaparra ...
O arco e o arqueiro certeiro
Incerto
De um certo
Também incerto
Robin Hood
Da floresta
Meramente mais uma jusrisdição do rei
De um João sem Terra
Ou outro Ricardo Coração de Leão
Sem cor no coração
Agora
Fora da hora
Da vida
Que é sempre bebida
Em versos de lira
Baladas
De Byron
Porém o bicho é e está em natureza
acima e embaixo
Do seu corpo baixista
Autista
Maneirista
Isca para germes
Vermes repelentes
Gusanos
Para os quais cria o remédio
Outro alfange
Para outro alcance
O qual  tem e traz a dose de morte e vida
Ou não funciona mais
Se o corpo foi tomado
Pelas legiões da natureza
Em batalha romana
Grega ou bárbara
Que leva ao Tártaro
Terra final
- terra afinal!
À vista ou à prazo
Desde a quilha
Uma milha náutica
Dos miasmas
( minh’asma
- minh’alma!,
inexistente
miasma
- existente )
O ser humano luta
Se defende
Com a linguagem
No entanto a natureza
Usa a realidade
E tudo cria
E destrói
Inexoravelemente
Implacável
Inapelavelmente
A natureza nua
- Deusa! :
Ísis sem véu
ó céus!
de déu-em-déu
ao léu 
com asas que  remam
- o remo
a rêmige
a remar
que mar 
é mar
de mar a mar
até amar
a areia 
que lambe
a alvura 
do jasmim
do bogari
na barra da alva
na flor de laranjeira  
que resta no areal 
branco
de casa branca 
de xadrez
em preto e branco 
do anum ao atum
ou da garça translúcida
à boca da mamba negra 
aberta )

sábado, 12 de maio de 2012

MIRÓ - biografia vida biografia obra arte artista enciclopedia pintor gravador catalão surrealista surrealismo carnaval do arlequim joan miro vida obra biografia




Sempre amei os anjos
em bandos tomando banhos de banjos
na música que remexe os cabelos fartos
sedosos e em bandós
em harmônicas ondulações
para mover ventos em moinhos de ventos a la Van Gogh...:
Os arcanjos marmanjos com arranjos de coração para clavicórdio
  com dedos de querubins
e serafins que se queimam
na fogueira da inquisição espanhola
com uma paixão grega
trágica!

Essa hipótese ( hipófise) angélica

incide em subsunção no fato
pois enquanto a hipótese de incidência é ato
ou pensamento humano
confinado no universo do ato mental
em modo de imaginação
ou de raciocínio lógico
formal
sem conteúdo ou matéria
o ato de subsumir-se no fato
 traz o arcanjo à baila
o qual então baila
e se queima em paixão
até achar a acha em brasa
do querubim grávido de amor
que se apaga pouco e pouco
ao sopro de oboé do músico eólico
o qual reacende a brasa da paixão de Eros e Vênus
dentro de um coração partido
mas paradoxalmente unido
pelo paroxismo do amor
( A paixão é uma apoplexia
obsoleta
Risoleta?!... )

Esse ato que vai da hipótese incidente
ao fato na qual se subsume
parte do cosmos em abstrato
ou do estético postulado pelo imaginário
se torna concreto no universo
empós a natividade
de uma criança
- o sempre menino
- menino Jesus sempre-vivo
tipo a sempre-viva! ( Helichrysum bracteatum )
em renôvo
vergônteas e primavera
acariciada na graça e graças às garras das gavinhas
que são  Íncubos e Súcubos
no vir-a-ser do virar do dia
a pastorear o verde na campina do violinista verde-garrafa
paramentado para o culto eclesial
eclesiástico
do homem...:
Druidas?!

Amo as crianças

mormente as minhas
- aquelas em cujo álveo
à montante e à jusante
derramei meu sangue
vermelho para a fuga na distância das galáxias chiantes
em meus ouvidos em conchas
buzinando na areia branca de teia de aranha e vida enredada
na herdade do senhor do aspargo ( Asparagus officinalis )
em gado verdejante nas crucíferas
crucificadas na cruz amarela do sol
pintado a dedo de menino Miró
tocando de oitiva
um violino de um violinista ouvido na caixa de ressonância do cereal
cálice de Ceres
senhora da cereja
da cerveja
da cerejeira
do cerebelo
- de Cérbero!

Sempre-vivo
amei os arcanjos
aqueles querubins pintados no caju
em nuances nas folhas
rescaldos na flor
e no odor exalado
no desenho que torce
retorce ( quase tosse! )
 e toma a estrututa do cajueiro
abrinho braços em abraços
de nadador sereno e velas na calmaria
no amplexo semi-abstrato trato com o espaço próximo
prócero
- como um próximo de Jesus
bonachão resiliente silente
ancho em mansidão
simples e pleno
até no tom cru dos matizes da mata virgem...
onde deita e rumoreja o arroio
até o arroz
- o arrozal
em aranzel aquífero

Sem ambargo do espargo

não me apaixona o fauno
a puberdade em pelos
em ânsia sexual
lúbrico
transbordando luxúria
lascívia
apetites
de fera
a fêmea em cio
besta exalando feromônio

( Inobstante

digo em digressão
que a única rainha de infância
que eu tinha até então
antes das maravilhas de  outras meninas
foi raptada mercê da leitura do burro de Goya
que interpretou o livro de lei
como exegeta inepto
e mau-caráter manifesto
- mais deficiente visual
que toda a imagem da Justiça
de olhos herméticos
infensos aos milagres de Cristo )
ou do Xisto betuminoso
ou argiloso
porém não ardiloso
na lousa

A paixão de minha filha

no coro do ditirambo da tragédia grega antiga
fez-me compreender o "pathos"
que havia na filosofia trágica de Nietzsche
- sofrimento vital
com perspectiva filosafante
dor no coração com estalo de alcaparra )

A cladística leva à idade do teatro
onde todos somos coagidos a ser ator
atriz imperatriz meretriz menestrel
merencórios atrabiliários fuscos enfarados capiongos
Tempo enfeixado e tecido com seda para vestir o corpo do adulto
frustrado vestido pelo desgraça
sem amor paixão à vista sexo alegria
excepto na farsa
que leva a leva de prisioneiros e prisineiras à igreja
ao bar à sexualidade venal
ao amor boçal dos lupanares
à carga dos muares
abaixo da lua pintalgada de restos de abóbora
sob abóbada negra ou blandindo o branco
retinindo ao sol da manhã com pantufas de lã caprina
ovina
como se fora um gládio mole
olhando a mole
aonde vai o sol
bater o raio refletido de um alfange
à mão do monge
leigo e simbólico
dervixe
andrajoso

Por fim o tempo vem

tangendo o som no oboé elegíaco
da senectude
roufenha
mouca
louca
que humilha o ser humano
cm os esgares da demência
as máscaras da bruxa e do palhaço
de nariz longo
adunco
e vermelho-pimentão
- até rebaixá-lo
abaixo do abacaxi
do ananás
e das evas daninhas
que acabam cobrinho a cabeça
com novo chapéu
- chapéu de cova rasa
a pisar o bestunto do ancião
calvície em cãs
sem can-can
sem o amor álacre do can-can!
- álacre no campo de alecrim
do alecrim-do-campo ( Baccharis dracunculifolia )
- do alecrim que fica em pé
observando a queda do homem
- o único anjo decaído
para sempre na folha do outono amarelo
- de uma flor amarela
gravada e pintada na elegia
de Goya na Quinta do Surdo
sem caprichos
com os carrapichos
a vicejar por caminhos de infinitas águas
- morto! :
emaranhado em seus signos 
em pergaminho enrolado
coberto de signos
qual a aranha morta 
de sua teia alva

sábado, 28 de abril de 2012

CITOSINAS - biologia dicionario biologia taxonomia taxionomia genetica engenharia wik dicionario wikcionario enciclopedia jargão jergão

 

Obedeci às crianças
- sempre obedeci prontamente às ordens das crianças! :
 Sou da Ordem Hermética das crianças abertas ao universo
Descosmia

Todavia
ignorei (  sempre que pude! ) às ordens
desordens
e "ordenanças" dos adultos
mormente dos reis
donos de suas leis
suas Ordenação Afonsinas
Filipinas
Manuelinas
guaninas
citosinas
adeninas
e timinas
( intimistas?!
- e intimidativas! :
Do timo )

Descri dos velhos degenerados
decrépitos
incréus
ímpios
abjetos...
das megeras desgrenhadas-Medusas ( horrendas! : Górgonas )
verdadeiras expressões do opróbrio
que macula  olhar mais límpido
e senti uma piedade monolítica pelos jovens
porém com um quê de desprezo
resquício de escárnio
pelos púberes...
pelos deuses e deusas
na puberdade!:
tempo do fauno

Fiz aquilo que me pareceu correto
- obedeci às crianças!
Fiz tudo o que elas quiseram
ou me mandaram fazer
Deixei o mundo pronto
para elas reinarem
sem oposição
ou dissidência

Escarneci da vida ordenada dos adultos
que não passam de condenados às galés
( Foram todos eles lançados ao famigerado rol dos condenados! )

Jamais vi com bons olhos
os atos dos adolescentes
perdidos no meio do caminho
entre a infância
e os pelos pubianos

No que tange o banjo aos adultos
esses vão
quando já em idade provecta
bêbados pelo metade do caminho de Dante
que Drummond reescreveu
num bilhete
que dizem ser poesia
ou epistolar a postular 
alguma poesia lírica
ou lúdica
lúbrica para lupanar...
com lira partida ao meio do coração
 em delírio de lírio amarelo
- delíquio nos genes alelos para amarela cor
quase delito
de deletério delator
deliquescente

Obediência às crianças
foi meu lema
tema
- mas não trema!
porque a magia da poesia
está quase toda
nas crianças
e nos enamorados

quinta-feira, 26 de abril de 2012

CULTURA - nomenclatura binomial dicionario nomenclatura binomial terminologia cientifica glossario etimo lexico lexicografia

A cultura é o conteúdo da linguagem, sua forma; ou seja, a cultura é uma linguagem, em última instância. A coleção de gestos, valores ( axiologia), vestimentas, costumes, são conteúdos ou objetos da cultura, seus artefatos manufaturados ou industrializados, enquanto o direito, a ciência ou o mito, que é a ciência e religião de determinadas culturas, é uma mera ficção de interlúdio para piano e orquestra á moda de Tchaikovsky.
A cultura é a grande ficção do homem que a antepõe e sobrepõe, sobrelevando-a à natureza, a quais fica em segundo plano, num plano piloto, mas não geométrico. Como vêem  as formas naturais as culturas  sem um Euclides? Ou cada uma tem sua geometria “euclidiana”, sem Euclides grego ou Descartes.
Mergulhados como peixes que somos no oceano ou na atmosfera da cultura que nos dá a respiração intelectual e sentimental ( o “pathos” e o “nous” ) não existimos fora deste meio ambiente nem enquanto indivíduos ou entes coletivos, pois o que somos é, com a cultura, entes coletivos. A individualidade é um rasgo mínimo.
Sem embargo, a cultura é apenas uma das inúmeras roupas do ser humano enquanto linguagem : é a vestimenta do ser humano grudada á pele, aderente, mas nas formas que assumem as várias linguagens que comunicam aos seres humajos em comunidade o universo interno e externo do ser que constroem perpetualmente no lugar onde brota o tempo e suas ervas.
No âmbito apertado dessas linguagens o ser humano forja uma liberdade ou a própria liberdade, outra ficção humana, quiçá a mais grata e venturosa. Como o direito, a poesia, a liberdade e o livre-arbítrio é  uma ficção, um pedaço do onírico.
A cultura é perenemente devorada pela natureza, pois esta última é real, enquanto a cultura não passa de um vasto conjunto de linguagens, considerando a técnica como linguagem aplicada aos conteúdos naturais.
A mesma ocorrência pode ser registrada no direito e nas demais linguagens que a ciência assume : a realidade natural sempre solapa a realidade imaginada ou a “realidade” fictícia e enquanto cultura ou conjunto de linguagens equacionais ou nominativas. As linguagens se equacionam para formar o feixe de relações após  nomearam os entes e, por fim, ou em meio ao processo, se desenharem e escreverem-se em conceitos abstratos o concretos ou para darem em concreções ou abstrações, se não ambos.
Assim, dessarte, o direito é sempre devorado pela política, porquanto a realidade é viva e mutante, mutável, enquanto a idealidade , alfange com o qual defendemos o cavaleiro andante assassino medieval dentro de nosso sonho aldeão, não passa de inexientência, algo nominal-equacional ( nominativa-equacionativa_ , que somente se torna real nos artefatos culturas via linguagem da técnica ou o fazer sobre a substância do universo em coisas.
Idéias não existem, nem tampouco podem estar na realidade, mas tão somente na realização, que é o meio ou via em que a idéia entra no mundo pela mão do homem manipulando a linguagem técnica mental e manual : a realização é algo mente-mão : a mente elabora a linguagem e a mão passa essa linguagem pelas coisas transmutadas, destarte, em objetos, artefatos,  ou realizações mente-mão do ser humano, o realizador de novos mundos, nova América, continente incontido no espírito humano.
( O ser humano porfia contra o bicho
Com alfange
 adaga
 cimitarra ...
O arco e o arqueiro certeiro
Incerto
De um certo
Também incerto
Robin Hood
Da floresta
Meramente mais uma jusrisdição do rei
De um João sem Terra
Ou outro Ricardo Coração de Leão
Sem cor no coração
Agora
Fora da hora
Da vida
Que é sempre bebida
Em versos de lira
Baladas
De Byron
Porém o bicho é e está em natureza
acima e embaixo
Do seu corpo baixista
Autista
Maneirista
Isca para germes
Vermes repelentes
Gusanos
Para os quais cria o remédio
Outro alfange
Para outro alcance
O qual  tem e traz a dose de morte e vida
Ou não funciona mais
Se o corpo foi tomado
Pelas legiões da natureza
Em batalha romana
Grega ou bárbara
Que leva ao Tártaro
Terra final
- terra afinal!
À vista ou à prazo
Desde a quilha
Uma milha náutica
Dos miasmas
( minh’asma
- minh’alma!,
inexistente )
O ser humano luta
Se defende
Com a linguagem
No entanto a natureza
Usa a realidade
E tudo cria
E destrói
Inexoravelemente
Implacável
Inapelavelmente
A natureza nua
- Deusa! :
Idem mulher
Idem ibidem fêmea :
e outrossim sim enfim
- um dos diabos!
Ou seriam os setes demônios
Exorcizados de Maria Madalena
Outros quiabos?!...
( Abelmoschus  esculentus )

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ARTRÓPODE - etimologia etimo dicionario etimo etimologia verbete glossario lexicografia terminologia cientifica nomenclatura binomial jargão jergão

Aranha da espécie Brachypelma auratum.
O sol aberto em teia branca de aranha
incidindo sobre o discurso verde da erva
que sobe na sebe
mesclada à grade
sobre a muralha
- teia alva
com tear natural
da aranha
espalhada
pela liana
na sebe
ali sebosa
( sebo de aranha e sebe
é de sete vezes sete
proporções
ou por porções
ou poções
de bruxa escaldada )

Sol branco da manhã
com vento a galope
no cavalo baio
em folha amarela de erva
que sobe à sebe
junto ao marrom mortuário
de outras folhas e caule
algo lenhoso

O sol aberto em teia branca de aranha
incidindo sobre o discurso verde da erva
teia alva
de aranha
espalhada
pela liana
na sebe

Sol branco da manhã
com vento a galope
no cavalo baio
em folha amarela de erva
que sobe à sebe
junto ao marrom mortuário
de outras folhas e caule
algo lenhoso

Sol artrópode
cheio de tentáculos
qual aranha
entremeada
e vista
avistada
em teia branca
alvejante
alvejado
em discurso brando
na sintaxe verde da erva
que dana
- daninha
porém bem bonina
para terra maninha

E uma nuvem branca
logo a frente
da aranha esbranquiçada
que é o sol
faz o olhar pensar
que o sol é uma aranha cruzeira
um aracnídeo
e eu um homem
com olho na teia da aranha solar
debatendo-se na armadilha
no aranzel da aranha
com teia e manha
tamanha

domingo, 15 de abril de 2012

SABINAS - dicionario wik dicionario wikcionario filosofico onomastico onomastica enciclopedico etimologico filosofico enciclopedia de arte filosofia


O que se sabe
não se ensina
porque não se sabe
o que sabe
o homem

O que se sabe?! :
- sabre!
Sabe a sabre
o homem de sabre em punho

O que se sabe
sabe-se de sabre
sabe-se do sabre
- sabe-o o homem
empunhando o sabre
belicamente
esportivamente
furtivamente
lucidamente...

O que se sabe
sabre

Sabre
sabe
do rapto das Sabinas


Do sabre
sabe-se muito
e fundo

O homem que sabe
sabe apenas
do sabre do sábio
do sabá
do salitre deitado no deserto de Atacama
( o Gigante de Atacama! )
Salar de Atacama
com flamingos flamejantes
qual quadro de Salvador Dali
ali presente em pintura que sobe ao céu
e desce às dunas...
e há gêiseres
canyons
algaroba ( "Prosopis juliflora")
algaravia...

do deserto de Omã
- do deserto em Omã :
um convite à solidão
e à solitude
em tudo que é atitude
quitute
e quibe
( quiabos! )

O sábio não sabe o que sabe
- sabe o que é sabre
sabe a sabre :
Sápido
insípido
sapiente
sapiência
sapiencial
sapo
sapato...
- gato e sapato:
gato-sapato!
..e pato-no-pé :
palmípede!
- pé ante pé
pé que pede palma...:
Palmar!

O homem sabe a sábio
sabe a sabre
sabe a mar :
a mar e amar
Amar a forma
- a forma redonda
arrendondada
rotunda
da mulher!
ao amar o mar
na maré
o amar a mar
na ré da maré
no dó em preamar...:
amar!
Amar
muito amar!
ainda que seja

e vagabundo
pervagando
de bar em bar
no bar-bar do bárbaro
sob o efeito do etanol!...

Amar é muito de mar
Vai de mar a mar
vem de mar a mar
até maré

Amar o mar
na ré remada da maré
que a circunferência desenha
na areia da face
e da fuligem

O amor é um brado do mar :
preamar
me amar
te amar


Mar que sabe a mar
- sabe amar
é mar de Omã
Ó mar!...
que sabe a sabre
a mar e sangue
amar no sangue
derramando tragédia
a mando de Omar
Omã!...
Oh! deserto de Omã
- deserto de amar!
em Omã
no Enclave de Madha
Enclave de Nahwa
Península Arábica
Estreito de Ormuz
Golfo Pérsico...
Ó mar
de amar
o mar
até matar
e deixar morrer
em golfadas de sangue
que aquecem o Golfo de Omã
o mar Arábico
onde está Mascate
no sultanato de Omã
antiga Satrapia do Império Persa

A mar não é assim?!:
- uma concha na mão
da mulher que se ama
no momento do amor
em torvelinho inebriante
redemoinho
roda moinho de vento
na teia da lua branca de nuvem
- alva de nuvem
no céu pelo azul pensante
- pensativo
meditativo
que roda olho-pião
de menino
eterno
terno
ermo
na ermida
no ermitério
da economia social
cultural
etnocêntrica
antropocêntrica
concêntrica...

Amar é solidão compartilhada
na gávea
com uma gaivota de emoção
entalada na garganta
A contemplar
com olhos d'água
sal e sol
o que parece infinito
a mar perdido
plagas e plagas
ilhas e ilhas
céus e mar
a amar
com todo o mar
em ondas e pelicanos
- tudo no amplexo
do homem e da mulher
que estão plenos
no momento da paixão
- no instante que perdura
o amor
que pára
o rodopio
e o pio
da ave
com frio
e fio
de neve
na penugem
nas rêmiges
feitas ao feitio do remo
que remo
- e Rômulo!

( A economia do conhecimento e sabedoria do ser humano enquanto indivíduo e ser inserido numa sociedade e cultura que o contextualiza, ou escraviza, na maioria dos casos e vezes, ou seja, o ser humano enquanto centauro mítico em si firmado, constituído, assim como o é o direito, uma mera ficção dos povos, que transcende e ignora a realidade, o mesmo se dando com a filosofia e a ciência em seus fundamentos, não permite que o indivíduo, enquanto ser bipartido em sociedade ou reunido com outros indivíduos assim "centaurizados", ensine aos demais ou á comunidade o seu conhecimento e a sua sabedoria individual, que o grupo prefere ignorar e deixar em segredo, registrada apenas na história ( nos escritos que a posteridade lerá e revelará ou desvelará do segredo a que está segregado todo ser humano individual enquanto membro de um grupo social-cultural-econômico, sempre hierarquizado e proibitivo ao indivíduo no seu "santo dos santos", no qual somente podem penetrar os sacerdotes crédulos ou senão os mais interesses, os que guardam seus interesses antes dos interesses do grupo maior. esses interesses concernem e trazem privilégios aos grupos seletos, minoritários, minorias dominantes, que dominam ou são senhores pelo saber e conhecimentos que ocultam da maioria lesada nos seus direitos fictícios, que sempre serão, destarte, fictícios, pois esses fictício do direito da maioria é o real do direito das minorias sobrelevadas ao cume do poder ou de algum tipo de poder , como é o caso, por acaso, das elites sociais, políticas, econômicas, que constroem o mundo com as normas que pervagam em todos os contextos sociais, que suja a ciência ou outra atividade humana de menor importância e vulto.
Aquilo que o indivíduo mais sabe e conhece de sua vivência pessoal, apanhado e suas circunstâncias ( no seus circo-círculo-circuito de ação vital e não apenas mental, racional ou emocional, que está impregnado pelo perfume contextual escravizante da cultura e das cercanias telúricas ou geoantropopolítica), esse saber-conhecer vital-circunstante o indivíduo é coagido a guardar a sete chaves para si e passar apenas por meio da história que vaza de seus escritos e que quando lidos, num futuro fático, imaginário, fictício, contextual, já estará ilegível graças ao caruncho e às traças contextuais-conceituais que devoram esse escrevinhar literário ou lido sob outros olhos, com outras células do tempo e do destino.
Portanto, mercê deste contexto explanado supra, ninguém, nenhum indivíduo, exceto por meio das instituições que o calam ou o amordaçam ( a ciência, religião, empresas, direito e outras fábricas e matrizes do silencio social-socializante ), pode falar livremente e ensinar livremente o que mais sabe e conhece; ao contrário, do que está escrito em ouro, bordado em ouro frasal na ficção que é o direito e toda a ciência, ao individuo é facultado ensinar apenas o que ele menos sabe e conhece ou conhece pouco porque aprendeu de outrem, de outros indivíduos enclavados entre as paredes de instituições poderosas, como as universidades, que o emparedam e empalam de inúmeras formas : metafóricas e alegóricas, antes que ele, indivíduo, ouse afrontar as verdades constituídas fictamente pelo direito dos doutos e das empresas que tem interesses comerciais na fala do pobre "mestre" ou "doutor", ambos personagens do teatro na comédia da arte italiana posta em atos sociais diuturnamente, afim de que sobrevivam milionárias as grandes corporações e se calem para silencia os inocentes palhaços no palco e no "front" aonde foram enviados para morrer heroicamente e falar apenas por bufões, representando o douto e o sábio, que não são, em podem ser, porquanto se o fossem não aceitariam a postura dos parlapatões, enclavados nos válidos poderes, que o direito, ficticiamente, pois o direito é mera ficção da realidade em atos e fatos, só considera em três poderes ( sempre podres e dentro de odres eivados de mambas negras pronas para morder e matar Cleópatras temporárias ou temporais ou de têmpera, temperamento, temperamental e dióxida. ).
Quem ensina ou escreve livros e tratados sobre economia continua pobre e ganha apena o dinheiro que colheu com os livros sobre economia, pois nada ou pouco sabe e conhece sobre economia, exceto a linguagem, no qual é "expert"; porém nada sabe da realidade economia e suas nuances, seus meandros, seus mercados negros e brancos, etc. Quem sabe e conhecer economia e mercado é o rico, o milionário e o bilionário; todavia, estes não escrevem livros para guiar o concorrente; antes, se os escrevem, é para vender e ganhar dinheiro graças à sua fama e prestígio adicional que a fortuna traz e para levar os concorrentes que o possam ler a caírem no abismo ou à bancarrota, pois concorrente bom é concorrente falido.
Aliás, os concorrentes não os lêem, pois sabem que que conhece economia não passa esses saber e conhecer, mesmo porque existem muitas falcatruas e fraudes que torcem a ficção de interlúdio do direito e que são inconfessáveis ao público romântico e ingenuo, crédulos que pensam que alguém vai os levar á mina de ouro descoberta duras penas ou aos caminhos tortuosos que levam à riqueza "das Nações", de Adam Smith, um Adão na economia, enquanto obra arraigada no princípio da razão suficiente. Um motim contra a estultície reinante ( o rei cabe sempre todo tolo na fábula do filósofo cínico : nu em pelo real, pelagem animal, mas pensando estar vestido regiamente, majestaticamente, mormente aos olhos dos cortesãos e outros bajuladores, os quais ganham a vida com a lisonja, ó Menipo, quanta Menipéia grassa solta sem asa de corvo, gralha! : pombo sem asa!...após o tiro e queda livre no espaço anageométrico do anjo decaído no mito trágico de Nietzsche, o filósofo trágico, que percebeu na arte da tragédia um "pathos" filosófico como nunca dantes ocorreu aos pré-socráticos, nem mesmo a Heráclito, o Obscuro).
Aprendemos com os charlatães, porquanto são eles quem sustem a sociedade; as pessoas inteligentes de fato são tão raras quanto o conhecimento e a sabedoria : em 99% das pessoas encontramos 1% apenas de seres humanos inteligentes; os demais são bichos de fábulas inventadas por filósofos e poetas procurando motivos para rir dos papalvos. Contudo, quem são tratados zoologicamente são aqueles que possuem ou ostentam alto quociente intelectual em meio á bicharada furibunda e invejosa, senhores de seus sete pecados capitais e coisas tais e quais.
A sociedade é feita para atender aos estúpidos e inválidos e crucificar os Cristos, que sabem a sabre o modo de reverter a invalidez ; no entanto, jamais, Cristo algum, logrou banir da face da terra a estupidez, que é a pior e, quiça´, única invalidez permanente e prejudicial. Não que todas as pessoas, sem excepção, nem mesmo dos excepcionais, para cima e para baixo, não sejam todas, individualmente, muito inteligentes, mas sim que a estupidez é um filtro para a inteligencia. Só isso, nessa simplicidade assim tão humanamente, demasiadamente humana, ao gosto de Nietzsche, filósofo, filólogo de gênio e estro poético. Rapsodo passarinheiro.)