quinta-feira, 28 de março de 2013

JEZABEL,JEZABEL - etimo etimologia enciclopedia enciclopédia

Olho com os olhos de Leonardo da Vinci
quando vejo uma mulher
de beleza inata.
O belo e a verdade
andam juntos,
despertam admiração

fonte da arte e da filosofia,
do esteta e do douto :
um a cavaleiro do saber
( "homo sapiens sapiens"
que sabe que sabe
a mel, fel e sabre),
- sápido, insípido ("insipidus") e melífico(mellitus")
no céu da boca do provador do doce
colhido na boca da mulher que traz
um travo amargo
mesclado à doçura,
vez que a vida é dúplice deidade ímpia
e nada escorreita,
que espreita embuçada na morte
que se segue ao mínimo mote
à mais insignificante glosa);
Um sobre a cela do cavalo
a saber trotar em torque militar
e outro na arte do  fazer
( "homo faber"
fabular em Kafka,
George Owen
e outros livres assim
a ponto de desperdiçar sem dó
toda a liberdade humana
que não sobeja para o demais em massa
- falida, falhada, abortada,
abordada pelos pilantras com falsos poderes usurpados,
pelintras políticos,
que cavam a demência da vida humana
em si, pois neles abunda o filão,
em minas gerais derramado em derrama
de ouro sob solstícios e equinócios,
mas tudo sem sentido,
excepto aquele sentido do espaço vetorial
que veste os pobres e loucos matemáticos
de teses esdrúxulas
abstrusas tal qual a teologia sutil de Duns Scott
e outros dessa envergadura de condor,
mas que mesmo assim
fora do estilo de Píndaro, movido a ditirambos,
faz o belo
- e do belo suscita o eufemismo,
que é a beleza :
eufemismo essencial para se tolerar
a vida escravizada
sob as instituições intolerantes e intoleráveis
sempre falidas em massa e espírito santo
ou alma em maldição satânica
tangida pela lira do mísero profeta dos infernos
que foi o caricaturesco e doentio Baudelaire
adorado por captar a decrepitude do europeu culto
alienado de si há séculos
graças aos leviatãs em levante
nas instituições que encontramos
a meio do caminho do barco e do bar
quais pedras ou pedreiras
no sapato do gato de botas
a passo de gaivotas feridas de morte
- asilos institucionaliazados pela violência da lei
que começa na família de felás
que nos transformam, industrialmente,
pela força bruta
oriunda da metáfora tirada
ao centauro Quirão exposto em Maquiavel,
em "Opus" para Príncipes,
ou seja políticos,
os quais, inobstante,
em sua hipocrisia natural,
fingem abominar,
vez que tal obra
é, quiça, apenas uma cartilha
mais extensa e intensa
de obra de Hitler,
na qual se exclui o judeu
e inclui todos os demais seres humanos,
excetuando os mandatários vitalícios,
para maior gáudio do rebotalho
com sua escatologia suja
de corpo fétido e alma penada
lavada na cara lavada de pau).

Ei-la!,  a união maculada do conhecimento e prática,
a filosofia e a práxis poética,
que não está na cesta básica
da plebe ignara e sub-humana
que os mefistofélicos Hitlers,
que são as instituições
vendidas e venais,
com os políticos no comando delas,
- políticos que as criaram para inserir
outra forma sutil de holocausto imperceptível,
senão sob a forma da fábula kafkiana,
em vestes talares e togas negras
em todos os dias do cotidiano
com  inquisidores, torturadores e fogueiras
para queimar as vaidades e abater o orgulho
do ser humano livre
dessa civilização para escravos estúpidos
indo do finito temático
ao infinito matemático:
tudo uma loucura para crônicas pictóricas
de Bruegel e Bosch
entre o pinturesco e o picaresco

( Entrementes, senhores dementes
e senhoras sadias,
o ser humano continua belo
porque o anjo
que o desentorta
e desentoca
é o poeta
que retoma o clamor do profeta
e evita os queixumes enamorados
pela sua senhora,
tal qual o fazia Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante sem mancha,
imaculado da imaculada,
ainda que vivendo à sombra da Mancha,
que não mancha ninguém
( quem se mancha
e nos mancha
está no manche dos políticos,
os quais, já nem são mais homens,
mas meros "políticos",
alienações ou aberrações do homem
enquanto indivíduo,
- os políticos são seres sem ser ,
seres não sãos,
atores sem saúde de saúva
escribas e fariseus hipócritas, saduceus endemoinhados e essênios severos,
mas mergulhados nas trevas do homem
que roda a liberdade
sob o olhar atento da criança
que é esta roda a rodar em ciranda ).
O homem é mais, muito mais!, que o profeta
que lhe habita, coabita a alma,
cenobita,
e muito mais, trilhões de galáxias mais!,
que as instituições, as quais não passam de meros asilos
para acolher os fracos e derrotados,
oprimidos e comprimidos.
As instiruições tem o escopo
de tornar o homem escravo
ou servo da gleba dos políticos
( estas bestas do apocalipse!),
porquanto estes últimos espantalhos de palha,
os políticos, em tudo intrometidos, abelhudos,
não logram subverter o profeta
que ainda restou íntegro
mesmo sob a figura e indumentária
e paramentos em versos melífluos
do caricaturesco poeta romântico ou clássico
que não é digno
sequer de lavar os pés do profeta Amós
em sua ferocidade de leão
defendendo a verdade
e a fé no homem,
que é a fé em Deus
e não nas alienações institucionalizadas
e mantidas pela lei cruel dos potentados
e sua corrupção indevassável.
  Aliás, lei e direito são, também,

 cognominados, ironicamente,
de : estado, reino ou república,
conquanto não passem de feudos,
os quais não pertencem ao povo em rebanho
junto demais  alimárias no pasto,
porém são propriedade ou latifúndios sem fundo
de alguns usurpadores,
pois votamos para eleger nossos ladrões
isentos e imunes à lei.
Aliás, esse fato está registrado em toda a história humana,
uma história natural para bichos de fábula,
quando em sociedade ou comunidade
e para zoólogos, quando fora do fabulário,
sob a políticos que submete o ingênuo zoólogo
que não logo descobre
que a zoologia é uma farsa
travestida de ciência,
mas cuja essência é a norma
que os símios investidos no poder
põem na violência da lei
que deve ser cumprida
ainda que pereçamos todos
- os tolos!
que somos, coagidos por lei, a ser.
( A lei manda não ousar ser
o que somos,
mas sim a não-ser;
e apenas a se contentar
em existir
como escravos ou servos da gleba,
ó senhores pais incautos
e pedagogos que fazem as vezes do bobo
fora do recinto da coorte,
sem corte ou censura!,
ó bobos!)).

Ai! o homem livre,
o autodidata responsável por si,
o filósofo emancipado intelectualmente,
o erudito que se auto-educou,
o poeta fútil e vil
que descobriu o profeta
dentro do seu santo dos santos!
e foi ao deserto clamar para os reptéis e se alimentar de mel e gafanhotos... e depois voltou para purificar a sujidade do ser humano... 
Ai! esse (este!) homem pleno,
completo, cabal,
auto-construído, pedra por pedra,
por si mesmo,
não cabe no estado, empreende fuga do reino, tem asco à república dourada em pílula e bulário de democracia  
e, por isso, segue a passo
- e continua a galope desenfreado
até achar a besta,
que pasta dentro de cada político,
seja ele deputado, governador, escritor, médico, cientista
ou filósofo comprado com 30 moedas,
preço do Campo do Oleiro...

Este, que sou e sei ser!,

 segue à sombra
da espiã que me amava
- tanto!
mas em cujo seio eu...- não mamava!,
deixava o leite derramar
pois ela trazia em segredo do degredo
a pistola oculta no sutiã,
no lado esquerdo do peito feminil,
e peçonha no leite derramado...
- ... seu coração era uma adaga fria
de fino lavor
obra de artista divino que talhara aquela beleza indômita e cruel.
Pobre espiã que não se amava,
mas sonhava me amar
fora da hora do sexo depois do orgasmo triplo... que a fazia estremecer e gritar, delirar de prazer inaudito...  
Ela, coitada!, apenas mamava
a peçonha da cascavel
(que vale mais que o mundo  dos homens!)
e corria no rio vermelho do seu sangue azul,
- sangue mais venenoso e pérfido
que o sangue de todos os diabos do inferno sem feno!
Pobre mulher
que não sabia amar!
- e não podia, destarte, ser amada
até lavar a peçonha da alma!,
em negra noite hemotóxica imersa,
presa fatal do veneno neurotóxic
que lhe cavava a vida na veia cava...
- que leva à cova
ainda em vida, - em vida sem o poder de amar e ser amado, amada!... Jezabel, aquela mulher triste que não existe,
senão pela metade peixe em Cassiopeia, que é a rainha solitári
no meu coração em fogo,
constelação do meu hemisfério celestial
- meu norte e minha vida! :
Cassiopeia! 
.....................................................................
Malgrado todos os trâmites de Mefistófeles,
o ser humano é sábio
porque o filósofo que há nele
- é toda a filosofia...
- e mais, muito mais! - que toda a filosofia!,
mesmo porque não há filosofia alguma,
nem grega, tampouco gregária,
mas apenas e tão-somente filósofos,
quando os há,
porque são poucos
aqueles que sobram da eliminação,
por Jezabel, a espiã que me amava tanto!
Jezabel, Jezabel, bela Jezabel!,
que também fere de morte
profetas que se rebaixam em poetas
e trovadores de antanho
no  canto e chão
a que descem - anjos decaídos,
descaídos ébrios
embrulhados no sono
pela madrugada que sabe ser mãe e mulher amada do solitário em solilóquio junto à solitude do vento que lhe assanha em sanha os cabelos revoltos - de revolucionário embriagado...
.........................................................
Eu canto Isaías, Jeremias, Oséias
e todos o conjurados!....:
Todos os conjurados
que fazem a  muralha social e política
mover um centímetro cúbico
por século quadrado e enquadrado
pelas legiões de demônios políticos
e seus asseclas e sicários varonis
dos Brasis queimados, esturricados
pela seca de homens
que derramaram o bom leite de sangue
no chão das insurreições,
nos hinos que sublevam
até o operário resignado
e amedrontado pelo fuzil
dos cães mercenários
que se pensam gente
( mas são menos que mastins!)
quando ferem ou humilham o outro
não percebendo ( eles não tem paga para perceber!)
que breve, em outro tempo que não tarda,
a tarja será para seus filhos e netos!
E ele mesmo será esquartejado amanhã
na manhã em manha cinza
tal qual o foi o conjurado alferes Tiradentes,
que não servia mais à tropa
ou aos desígnios frios do rei
e de seus sátrapas imbecis!
Será outro Tiradentes,
que não se sabe quem foi,
que se sabe que deveria
extrair dentes,
nem mesmo se sabe
se sabre tinha,
se é que agora ou antes importava sabre
ou saber do sabre
de de outras coisas
que não se sabe.
( Em mim ri um filósofo cínico,
um Demócrito zombeteiro...
- e olha de cima
um deus epicureu
frente a infâmia humana,
a peste negra endêmica e epidêmica da estupidez
que grassa
em meio ao ambiente político imundo
aonde vai e vive e vige a lei
do rei da canalha ignara, ignóbil, vil, fementida,
pela qual nada sinto,
excepto desdém,
conquanto tenha piedade
da ingenuidade do populacho).

.............................. .............
Uma beleza nata
é cheia de graça
tal qual Maria Santíssima!:
- ...e a flor em carmim pintada pelo campo!
que oculta a víbora
sempre salvagem
nunca domada,
indômita a tal ponto
que passou a ser o símbolo e gesto
- do diabo ( ou demônio!)
que transfigurou a face do céu e da terra
criando a religião de Deus :
- deu uma religião a Deus
e outra aos pontífices
e outros políticos ímpios
que se fazem de pio :
Pio XII!
( Pia mentira?!...
Prefiro o pio da natureza
no pato, no pintainho, no pássaro...

que abre o ovo: "ab ovo"! 

Essa graça divina de Maria
imprime a dignidade
em suas atitudes naturais,
femininas, divinas,
às mulheres virtuosas
que sopram o oboé
e são belas oboístas
virtuoses no instrumento
que sopram seu anjo de dentro
para fora da música...
Oh! Musa, libérrima, ubérrima...
(A emoção de amar-te
não cabe nas palavras, Cassiopeia!,
- nem  naquele abraço de ontem!
ou de todos que nos daremos
- para que a vida
seja e tenha o sentido
- de nosso imenso amor oceano!,
sereno no voo das procelárias!
Oh!Cassiopeia,
como te amo!... )
..............................

A inteligência congênita
traz o belo à baila
e junto vem a verdade ou aletheia,
a consonar com o contexto da língua e cultura
que pode ser grego ou romano.

Todavia há algo feio
e escuro na foice das trevas :
- a morte!

A morte no corpo do morto
é algo assim
qual folha, flor, madeira
sem árvore, erva, trepadeira, liana, arbusto...
- sem inteligência!,
 graça e beleza
pois a morte é a fealdade,
a initeligência do pedaço de pau seco
caído da queda do anjo no galho,
esgalho torto, morto,
sem vida,
sem inteligência
- que é vida!
Por isso a morte é tão rejeitada!,
nunca aceita...

Pior que a morte
é a eutanásia,
morte pelo médico,
indigna morte,
quando não é piedosa
( mas nunca é piedosa!) :
A eutanásia é ato mais abominável
que o suicídio,
pois o suicídio é a decisão do louco,
do desesperado,
ou que quem sabe
o que é melhor para si,
mas, apesar dos pesares e percalços
- o suicídio é uma decisão do ser
revirado em si
no gesto do verme
a se retorcer de dor,
que se mata,
dando fim a uma indignidade.
Já a  eutanásia é fria atitude da razão,
mera economia da morte
- e quiçá da vida
que se desgasta no vegetal fixado em raiz
de sistema nervoso plantado
em alma sem sonar
para morcego voar à noite...
- a noite!,
antes da noite
que está viva
fora dos nervos do sistema
que, nervoso, agarra-se à derradeira erva daninha
- que não passa da primeira filósofa cínica
dominadora dos sistemas
que regem a vida e a morte.

A morte só é bela na "Pietà",
na tragédia, que é sempre uma deusa grega,
e cuja filha é a filosofia,
outra grega divindade,
pois tão-somente na arte está salva da fealdade
- pelo frágil poder do eufemismo,
que me parece atitude feminina-fetichista
com rasgo religioso-político
e poder de cura
pelo amor sublime
ou paixão avassaladora
que subverte a ordem
e dá coordenadas à desordem,
aos caos do deus Caos.

( Excerto do Opúsculo " Livro de Lei Proibido para Imbecis e Idiotas Endêmicos e Epidêmicos, mas não Vedado às Ervas Daninhas porque são Filósofas Cínicas e não Estúpidos Acríticos!")
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AB OVO (AB OVO!) - glossário glossario

Olho com os olhos de Leonardo da Vinci
quando vejo uma mulher
de beleza inata.
O belo e a verdade
andam juntos,
despertam admiração
fonte da arte e da filosofia,
do esteta e do douto :
um a cavaleiro do saber
( "homo sapiens sapiens"
que sabe que sabe
a mel, fel e sabre),
- sápido, insípido ("insipidus") e melífico(mellitus")
no céu da boca do provador do doce
colhido na boca da mulher que traz
um travo amargo
mesclado à doçura,
vez que a vida é dúplice deidade ímpia
e nada escorreita,
que espreita embuçada na morte
que se segue ao mínimo mote
à mais insignificante glosa);
Um sobre a cela do cavalo
a saber trotar em torque militar
e outro na arte do  fazer
( "homo faber"
fabular em Kafka,
George Owen
e outros livres assim
a ponto de desperdiçar sem dó
toda a liberdade humana
que não sobeja para o demais em massa
- falida, falhada, abortada,
abordada pelos pilantras com falsos poderes usurpados,
pelintras políticos,
que cavam a demência da vida humana
em si, pois neles abunda o filão,
em minas gerais derramado em derrama
de ouro sob solstícios e equinócios,
mas tudo sem sentido,
excepto aquele sentido do espaço vetorial
que veste os pobres e loucos matemáticos
de teses esdrúxulas
abstrusas tal qual a teologia sutil de Duns Scott
e outros dessa envergadura de condor,
mas que mesmo assim
fora do estilo de Píndaro, movido a ditirambos,
faz o belo
- e do belo suscita o eufemismo,
que é a beleza :
eufemismo essencial para se tolerar
a vida escravizada
sob as instituições intolerantes e intoleráveis
sempre falidas em massa e espírito santo
ou alma em maldição satânica
tangida pela lira do mísero profeta dos infernos
que foi o caricaturesco e doentio Baudelaire
adorado por captar a decrepitude do europeu culto
alienado de si há séculos
graças aos leviatãs em levante
nas instituições que encontramos
a meio do caminho do barco e do bar
quais pedras ou pedreiras
no sapato do gato de botas
a passo de gaivotas feridas de morte
- asilos institucionaliazados pela violência da lei
que começa na família de felás
que nos transformam, industrialmente,
pela força bruta
oriunda da metáfora tirada
ao centauro Quirão exposto em Maquiavel,
em "Opus" para Príncipes,
ou seja políticos,
os quais, inobstante,
em sua hipocrisia natural,
fingem abominar,
vez que tal obra
é, quiça, apenas uma cartilha
mais extensa e intensa
de obra de Hitler,
na qual se exclui o judeu
e inclui todos os demais seres humanos,
excetuando os mandatários vitalícios,
para maior gáudio do rebotalho
com sua escatologia suja
de corpo fétido e alma penada
lavada na cara lavada de pau).

Ei-la!,  a união maculada do conhecimento e prática,
a filosofia e a práxis poética,
que não está na cesta básica
da plebe ignara e sub-humana
que os mefistofélicos Hitlers,
que são as instituições
vendidas e venais,
com os políticos no comando delas,
- políticos que as criaram para inserir
outra forma sutil de holocausto imperceptível,
senão sob a forma da fábula kafkiana,
em vestes talares e togas negras
em todos os dias do cotidiano
com  inquisidores, torturadores e fogueiras
para queimar as vaidades e abater o orgulho
do ser humano livre
dessa civilização para escravos estúpidos
indo do finito temático
ao infinito matemático:
tudo uma loucura para crônicas pictóricas
de Bruegel e Bosch
entre o pinturesco e o picaresco

( Entrementes, senhores dementes

e senhoras sadias,
o ser humano continua belo
porque o anjo
que o desentorta
e desentoca
é o poeta
que retoma o clamor do profeta
e evita os queixumes enamorados
pela sua senhora,
tal qual o fazia Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante sem mancha,

imaculado da imaculada,
ainda que vivendo à sombra da Mancha,
que não mancha ninguém
( quem se mancha
e nos mancha
está no manche dos políticos,
os quais, já nem são mais homens,
mas meros "políticos",
alienações ou aberrações do homem
enquanto indivíduo,
- os políticos são seres sem ser ,

seres não sãos,
atores sem saúde de saúva

escribas e fariseus hipócritas,
saduceus endemoinhados
e essênios severos,
mas mergulhados nas trevas do homem
que roda a liberdade
sob o olhar atento da criança
que é esta roda a rodar em ciranda ).
O homem é mais, muito mais!, que o profeta
que lhe habita, coabita a alma,

cenobita,
e muito mais, trilhões de galáxias mais!,
que as instituições, as quais não passam de meros asilos
para acolher os fracos e derrotados,

oprimidos e comprimidos.
As instiruições tem o escopo

de tornar o homem escravo
ou servo da gleba dos políticos
( estas bestas do apocalipse!),
porquanto estes últimos espantalhos de palha,
os políticos, em tudo intrometidos, abelhudos,
não logram subverter o profeta
que ainda restou íntegro
mesmo sob a figura e indumentária
e paramentos em versos melífluos
do caricaturesco poeta romântico ou clássico
que não é digno
sequer de lavar os pés do profeta Amós
em sua ferocidade de leão
defendendo a verdade
e a fé no homem,
que é a fé em Deus
e não nas alienações institucionalizadas
e mantidas pela lei cruel dos potentados
e sua corrupção indevassável.
  Aliás, lei e direito são, também,

 cognominados, ironicamente,
de : estado, reino ou república,
conquanto não passem de feudos,
os quais não pertencem ao povo em rebanho
junto demais  alimárias no pasto,
porém são propriedade ou latifúndios sem fundo
de alguns usurpadores,
pois votamos para eleger nossos ladrões
isentos e imunes à lei.
Aliás, esse fato está registrado em toda a história humana,
uma história natural para bichos de fábula,
quando em sociedade ou comunidade
e para zoólogos, quando fora do fabulário,
sob a políticos que submete o ingênuo zoólogo
que não logo descobre
que a zoologia é uma farsa
travestida de ciência,
mas cuja essência é a norma
que os símios investidos no poder
põem na violência da lei
que deve ser cumprida
ainda que pereçamos todos
- os tolos!
que somos, coagidos por lei, a ser.
( A lei manda não ousar ser
o que somos,
mas sim a não-ser;
e apenas a se contentar
em existir
como escravos ou servos da gleba,
ó senhores pais incautos
e pedagogos que fazem as vezes do bobo
fora do recinto da coorte,
sem corte ou censura!,
ó bobos!)).

Ai! o homem livre,
o autodidata responsável por si,
o filósofo emancipado intelectualmente,
o erudito que se auto-educou,
o poeta fútil e vil
que descobriu o profeta
dentro do seu santo dos santos!

e foi ao deserto
clamar para os reptéis
e se alimentar de mel e gafanhotos...
e depois voltou
para purificar a sujidade do ser humano... 
Ai! esse (este!) homem pleno,
completo, cabal,
auto-construído, pedra por pedra,
por si mesmo,

não cabe no estado,
empreende fuga do reino,
tem asco à república
dourada em pílula
e bulário de democracia  
e, por isso, segue a passo
- e continua a galope desenfreado
até achar a besta,
que pasta dentro de cada político,
seja ele deputado, governador, escritor, médico, cientista
ou filósofo comprado com 30 moedas,
preço do Campo do Oleiro...

Este, que sou e sei ser!,

 segue à sombra
da espiã que me amava

- tanto!
mas em cujo seio eu...- não mamava!,

deixava o leite derramar
pois ela trazia em segredo do degredo
a pistola oculta no sutiã,
no lado esquerdo do peito feminil,
e peçonha no leite derramado...
- ... seu coração era uma adaga fria
de fino lavor

obra de artista divino
que talhara aquela beleza indômita e cruel.
Pobre espiã que não se amava,
mas sonhava me amar

fora da hora do sexo
depois do orgasmo triplo...
que a fazia estremecer
e gritat, deleira de prazer inaudito...  
Ela, coitada!, apenas mamava
a peçonha da cascavel
(que vale mais que o mundo  dos homens!)

e corria no rio vermelho do seu sangue azul,
- sangue mais venenoso e pérfido
que o sangue de todos os diabos do inferno sem feno!
Pobre mulher
que não sabia amar!
- e não podia, destarte, ser amada
até lavar a peçonha da alma!,
em negra noite hemotóxica imersa,
presa fatal do veneno neurotóxic

que lhe cavava a vida na veia cava...
- que leva à cova

ainda em vida,
- em vida sem o poder de amar
e ser amado, amada!...
.....................................................................
Malgrado todos os trâmites de Mefistófeles,
o ser humano é sábio
porque o filósofo que há nele
- é toda a filosofia...
- e mais, muito mais! - que toda a filosofia!,

mesmo porque não há filosofia alguma,
nem grega, tampouco gregária,
mas apenas e tão-somente filósofos,
quando os há,
porque são poucos
aqueles que sobram da eliminação,
por Jezabel, a espiã que me amava tanto!

Jezabel, Jezabel, bela Jezabel!,
que também fere de morte
profetas que se rebaixam em poetas
e trovadores de antanho
no  canto e chão
a que descem - anjos decaídos,
descaídos ébrios
embrulhados no sono

pela madrugada que sabe ser mãe
e mulher amada
do solitário em solilóquio
junto à solitude do vento
que lhe assanha em sanha os cabelos revoltos
- de revolucionário embriagado...
.........................................................
Eu canto Isaías, Jeremias, Oseías
e todos o conjurados!....:
Todos os conjurados
que fazem a  muralha social e política
mover um centímetro cúbico
por século quadrado e enquadrado
pelas legiões de demônios políticos
e seus asseclas e sicários varonis
dos Brasis queimados, esturricados
pela seca de homens
que derramaram o bom leite de sangue
no chão das insurreições,
nos hinos que sublevam
até o operário resignado
e amedrontado pelo fuzil
dos cães mercenários
que se pensam gente
( mas são menos que mastins!)
quando ferem ou humilham o outro
não percebendo ( eles não tem paga para perceber!)
que breve, em outro tempo que não tarda,
a tarja será para seus filhos e netos!
E ele mesmo será esquartejado amanhã
na manhã em manha cinza
tal qual o foi o conjurado alferes Tiradentes,
que não servia mais à tropa
ou aos desígnios frios do rei
e de seus sátrapas imbecis!
Será outro Tiradentes,
que não se sabe quem foi,
que se sabe que deveria
extrair dentes,
nem mesmo se sabe
se sabre tinha,
se é que agora ou antes importava sabre
ou saber do sabre
de de outras coisas
que não se sabe.
( Em mim ri um filósofo cínico,
um Demócrito zombeteiro...
- e olha de cima
um deus epicureu
frente a infâmia humana,
a peste negra endêmica e epidêmica da estupidez
que grassa
em meio ao ambiente político imundo
aonde vai e vive e vige a lei
do rei da canalha ignara, ignóbil, vil, fementida,
pela qual nada sinto,
excepto desdém,
conquanto tenha piedade
da ingenuidade do populacho).

.............................. .............
Uma beleza nata
é cheia de graça
tal qual Maria Santíssima!:
- ...e a flor em carmim pintada pelo campo!
que oculta a víbora
sempre salvagem
nunca domada,
indômita a tal ponto
que passou a ser o símbolo e gesto
- do diabo ( ou demônio!)
que transfigurou a face do céu e da terra
criando a religião de Deus :
- deu uma religião a Deus
e outra aos pontífices
e outros políticos ímpios
que se fazem de pio :
Pio XII!
( Pia mentira?!...
Prefiro o pio da natureza
no pato, no pintainho, no pássaro...

que abre o ovo: "ab ovo"! ("ab ovo").

Essa graça divina de Maria
imprime a dignidade
em suas atitudes naturais,
femininas, divinas,
às mulheres virtuosas
que sopram o oboé
e são belas oboístas
virtuoses no instrumento
que sopram seu anjo de dentro
para fora da música...
Oh! Musa, libérrima, ubérrima...
(A emoção de amar-te
não cabe nas palavras, Cassiopeia!,
- nem  naquele abraço de ontem!
ou de todos que nos daremos!)
..............................

A inteligência congênita
traz o belo à baila
e junto vem a verdade ou aletheia,
a consonar com o contexto da língua e cultura
que pode ser grego ou romano.

Todavia há algo feio
e escuro na foice das trevas :
- a morte!

A morte no corpo do morto
é algo assim
qual folha, flor, madeira
sem árvore, erva, trepadeira, liana, arbusto...
- sem inteligência!,
 graça e beleza
pois a morte é a fealdade,
a initeligência do pedaço de pau seco
caído da queda do anjo no galho,
esgalho torto, morto,
sem vida,
sem inteligência
- que é vida!
Por isso a morte é tão rejeitada!,
nunca aceita...

Pior que a morte
é a eutanásia,
morte pelo médico,
indigna morte,
quando não é piedosa
( mas nunca é piedosa!) :
A eutanásia é ato mais abominável
que o suicídio,
pois o suicídio é a decisão do louco,
do desesperado,
ou que quem sabe
o que é melhor para si,
mas, apesar dos pesares e percalços
- o suicídio é uma decisão do ser
revirado em si
no gesto do verme
a se retorcer de dor,
que se mata,
dando fim a uma indignidade.
Já a  eutanásia é fria atitude da razão,
mera economia da morte
- e quiçá da vida
que se desgasta no vegetal fixado em raiz
de sistema nervoso plantado
em alma sem sonar
para morcego voar à noite...
- a noite!,
antes da noite
que está viva
fora dos nervos do sistema
que, nervoso, agarra-se à derradeira erva daninha
- que não passa da primeira filósofa cínica
dominadora dos sistemas
que regem a vida e a morte.

A morte só é bela na "Pietà",
na tragédia, que é sempre uma deusa grega,
e cuja filha é a filosofia,
outra grega divindade,
pois tão-somente na arte está salva da fealdade
- pelo frágil poder do eufemismo,
que me parece atitude feminina-fetichista
com rasgo religioso-político
e poder de cura
pelo amor sublime
ou paixão avassaladora
que subverte a ordem
e dá coordenadas à desordem.


( Excerto do Opúsculo " Livro de Lei Proibido para Imbecis e Idiotas Endêmicos e Epidêmicos, mas não Vedado às Ervas Daninhas porque são Filósofas Cínicas e não Estúpidos Acríticos!")
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MANCHA(MANCHA!) - dicionário dicionario

Olho com os olhos de Leonardo da Vinci
quando vejo uma mulher
de beleza inata.
O belo e a verdade
andam juntos,
despertam admiração
fonte da arte e da filosofia,
do esteta e do douto :
um a cavaleiro do saber
( "homo sapiens sapiens"
que sabe que sabe
a mel, fel e sabre),
- sápido, insípido ("insipidus") e melífico(mellitus")
no céu da boca do provador do doce
colhido na boca da mulher que traz
um travo amargo
mesclado à doçura,
vez que a vida é dúplice deidade ímpia
e nada escorreita,
que espreita embuçada na morte
que se segue ao mínimo mote
à mais insignificante glosa);
Um sobre a cela do cavalo
a saber trotar em torque militar
e outro na arte do  fazer
( "homo faber"
fabular em Kafka,
George Owen
e outros livres assim
a ponto de desperdiçar sem dó
toda a liberdade humana
que não sobeja para o demais em massa
- falida, falhada, abortada,
abordada pelos pilantras com falsos poderes usurpados,
pelintras políticos,
que cavam a demência da vida humana
em si, pois neles abunda o filão,
em minas gerais derramado em derrama
sob solstícios e equinócios
mas sem sentido
excepto aquele sentido do espaço vetorial
que veste os pobres e louco matemáticos
de teses esdrúxulas
abstrusas tal qual a teologia sutil de Duns Scott
e outros dessa envergadura do condor,
mas que mesmo assim
fora do estilo de Píndaro movido a ditirambos
faz o belo
- e do belo que suscita o eufemismo,
que é a beleza,
eufemismo essencial para se tolerar
a vida escravizada
sob as instituições intolerantes e intoleráveis
sempre falidas em massa e espírito santo
ou alma em maldição satânica
tangida pela lira do mísero profeta dos infernos
que foi o caricaturesco e doentio Baudelaire
adorado por captar a decrepitude do europeu culto
alienado de si há séculos
graças aos leviatãs em levante
nas instituições que encontramos
a meio do caminho do barco e do bar
quais pedras ou pedreiras
no sapato do gato de botas
a passo de gaivotas feridas de morte
- asilos institucionaliazados pela violência da lei
que começa na família de felás
que nos transformam, industrialmente,
pela força bruta
oriunda da metáfora tirada
ao centauro Quirão exposto em Maquiavel,
em "Opus" para Príncipes,
ou seja políticos,
os quais, inobstante,
em sua hipocrisia natural,
fingem abominar,
vez que tal obra
é, quiça, apenas uma cartilha
mais extensa e intensa
de obra de Hitler,
na qual se exclui o judeu
e inclui todos os demais seres humanos,
excetuando os mandatários vitalícios,
para maior gáudio do rebotalho
com sua escatologia suja
de corpo fétido e alma penada
lavada na cara lavada de pau).

Ei-la!,  a união maculada do conhecimento e prática,
a filosofia e a práxis poética,
que não está na cesta básica
da plebe ignara e sub-humana
que os mefistofélicos Hitlers,
que são as instituições
vendidas e venais,
com os políticos no comando delas,
- políticos que as criaram para inserir
outra forma sutil de holocausto imperceptível,
senão sob a forma da fábula kafkiana,
em vestes talares e togas negras
em todos os dias do cotidiano
com  inquisidores, torturadores e fogueiras
para queimar as vaidades e abater o orgulho
do ser humano livre
dessa civilização para escravos estúpidos
indo do finito temático
ao infinito matemático:
tudo uma loucura para crônicas pictóricas
de Bruegel e Bosch
entre o pinturesco e o picaresco

( Entrementes, senhores dementes,
o ser humano continua belo
porque o anjo
que o desentorta
e desentoca
é o poeta
que retoma o clamor do profeta
e evira os queixumes enamorados
pela sua senhora,
tal qual o fazia Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante sem mancha,
ainda que vivendo à sombra da Mancha,
que não mancha ninguém
( quem se mancha
e nos mancha
está no manche dos políticos,
os quais, já nem são mais homens,
mas meros "políticos",
alienações ou aberrações do homem
enquanto indivíduo,
- os políticos s]ao seres sem ser ,
atores, hipócritas,
mergulhados nas trevas do homem
que roda a liberdade
sob o olhar atento da criança
que é esta roda a rodar em ciranda ),
O homem é mais que o profeta
que lhe habita a alma
e muito mais trilhões de galáxias
que as instituições, as quais não passam de meros asilos
para acolher os fracos e derrotados
e para tornar o homem escravo
ou servo da gleba do políticos
( estas bestas do apocalipse!),
porquanto estes últimos espantalhos de palha,
os políticos, e tudo intrometidos, abelhudos,
não logram subverter o profeta
que ainda restou íntegro
mesmo sob a figura e indumentária
e paramentos em versos melífluos
do caricaturesco poeta romântico ou clássico
que não é digno
sequer de lavar os pés do profeta Amós
em sua ferocidade de leão
defendendo a verdade
e a fé no homem,
que é a fé em Deus
e não nas alienações institucionalizadas
e mantidas pela lei cruel dos potentados,
sua corrupção indevassável,
- lei e direito também cognominado, ironicamente,
de estado, reino ou república,
conquanto não passem de feudos
que não pertencem ao povo em rebanho
junto demais  alimárias no pasto,
porém são propriedade ou latifúndios sem fundo
de alguns usurpadores,
pois votamos para eleger nossos ladrões
isentos e imunes à lei.
Aliás, esse fato está registrado em toda a história humana,
uma história natural para bichos de fábula,
quando em sociedade ou comunidade
e para zoólogos, quando fora do fabulário,
sob a políticos que submete o ingênuo zoólogo
que não logo descobre
que a zoologia é uma farsa
travestida de ciência
mas cuja essência é a norma
que os símios investidos no poder
põe na violência da lei
que deve ser cumprida
ainda que pereçamos todos
- os tolos!
que somos coagidos por lei a ser.
( A lei manda não ousar ser
o que somos,
mas sim a não-ser,
apenas a se contentar
em existir
como escravos ou servos da gleba,
ó senhores pais incautos
e pedagogos que fazem as vezes do bobo
fora do recinto da coorte,
sem corte ou censura!,
ó bobos!).

A! o homem livre,
o autodidata responsável por si,
o filósofo emancipado intelectualmente,
o erudito que se auto-educou,
o poeta fútil e vil
que descobriu o profeta
dentro do seu santo dos santos!,
ai! esse (este!) homem pleno,
completo, cabal,
auto-construído, pedra por pedra,
por si mesmo,
segue a passo
e continua a galope desenfreado
até achar a besta,
que pasta dentro de cada político,
seja ele deputado, governador, escritor, médico, cientista
ou filósofo comprado com 30 moedas,
preço do Campo do Oleiro,
- segue à sombra
da espiã que me amava
e no seio da qual eu...- não mamava!
- pois trazia em segredo do degredo
a pistola oculta no sutiã
no lado esquerdo do peito feminil,
peçonha no leite derramado...
- e seu coração era uma adaga
de fino lavor.
Pobre espiã que não se amava,
mas pensava que me amava
e panas mamava
a peçonha da cascavel
que vale mais que o mundo  dos homens,
mais venenoso e pérfido
que todos os diabos!
Pobre mulher
que não sabia amar!
- e não podia, destarte, ser amada
até lavar a peçonha da alma!,
negra noite hemotóxica,
neurotóxica do veneno na veia cava...
que leva à cova...

Malgrado todos os trâmites de Mefistófeles,
o ser humano é sábio
porque o filósofo que há nele
- é toda a filosofia...
- e mais, muito mais! - que toda a filosofia!,
Mesmo porque não há filosofia alguma,
nem grega tampouco gregária,
mas apenas e tão-somente filósofos,
quando os há,
porque são poucos
aqueles que sobram da eliminação
por Jezabel, a espiã que me amava tanto!
Jezabel, Jezabel, bela Jezabel!,
que também fere de morte
profetas que se rebaixam em poetas
e trovadores de antanho
no  canto e chão
a que descem - anjos decaídos,
descaídos ébrios
embrulhados no sono pela madrugada.

Eu canto Isaías, Jeremias, Oseías
e todos o conjurados!....:
Todos os conjurados
que fazem a  muralha social e política
mover um centímetro cúbico
por século quadrado e enquadrado
pelas legiões de demônios políticos
e seus asseclas e sicários varonis
dos Brasis queimados, esturricados
pela seca de homens
que derramaram o bom leite de sangue
no chão das insurreições,
nos hinos que sublevam
até o operário resignado
e amedrontado pelo fuzil
dos cães mercenários
que se pensam gente
( mas são menos que mastins!)
quando ferem ou humilham o outro
não percebendo ( eles não tem paga para perceber!)
que breve, em outro tempo que não tarda,
a tarja será para seus filhos e netos!
E ele mesmo será esquartejado amanhã
na manhã em manha cinza
tal qual o foi o conjurado alferes Tiradentes,
que não servia mais à tropa
ou aos desígnios frios do rei
e de seus sátrapas imbecis!
Será outro Tiradentes,
que não se sabe quem foi,
que se sabe que deveria
extrair dentes,
nem mesmo se sabe
se sabre tinha,
se é que agora ou antes importava sabre
ou saber do sabre
de de outras coisas
que não se sabe.
( Em mim ri um filósofo cínico,
um Demócrito zombeteiro...
- e olha de cima
um deus epicureu
frente a infâmia humana,
a peste negra endêmica e epidêmica da estupidez
que grassa
em meio ao ambiente político imundo
aonde vai e vive e vige a lei
do rei da canalha ignara, ignóbil, vil, fementida,
pela qual nada sinto,
excepto desdém,
conquanto tenha piedade
da ingenuidade do populacho).
..............................
..............................
.............
Uma beleza nata
é cheia de graça
tal qual Maria Santíssima!:
- ...e a flor em carmim pintada pelo campo!
que oculta a víbora
sempre salvagem
nunca domada,
indômita a tal ponto
que passou a ser o símbolo e gesto
- do diabo ( ou demônio!)
que transfigurou a face do céu e da terra
criando a religião de Deus :
- deu uma religião a Deus
e outra aos pontífices
e outros políticos ímpios
que se fazem de pio :
Pio XII!
( Pia mentira?!...
Prefiro o pio da natureza
no pato, no pintainho, no pássaro).

Essa graça divina de Maria
imprime a dignidade
em suas atitudes naturais,
femininas, divinas,
às mulheres virtuosas
que sopram o oboé
e são belas oboístas
virtuoses no instrumento
que sopram seu anjo de dentro
para fora da música...
Oh! Musa, libérrima, ubérrima...
(A emoção de amar-te
não cabe nas palavras, Cassiopeia!,
- nem  naquele abraço de ontem!
ou de todos que nos daremos!)
..............................
....................................................
A inteligência congênita
traz o belo à baila
e junto vem a verdade ou aletheia,
a consonar com o contexto da língua e cultura
que pode ser grego ou romano.

Todavia há algo feio
e escuro na foice das trevas :
- a morte!

A morte no corpo do morto
é algo assim
qual folha, flor, madeira
sem árvore, erva, trepadeira, liana, arbusto...
- sem inteligência!,
 graça e beleza
pois a morte é a fealdade,
a initeligência do pedaço de pau seco
caído da queda do anjo no galho,
esgalho torto, morto,
sem vida,
sem inteligência
- que é vida!
Por isso a morte é tão rejeitada!,
nunca aceita...

Pior que a morte
é a eutanásia,
morte pelo médico,
indigna morte,
quando não é piedosa
( mas nunca é piedosa!) :
A eutanásia é ato mais abominável
que o suicídio,
pois o suicídio é a decisão do louco,
do desesperado,
ou que quem sabe
o que é melhor para si,
mas, apesar dos pesares e percalços
- o suicídio é uma decisão do ser
revirado em si
no gesto do verme
a se retorcer de dor,
que se mata,
dando fim a uma indignidade.
Já a  eutanásia é fria atitude da razão,
mera economia da morte
- e quiçá da vida
que se desgasta no vegetal fixado em raiz
de sistema nervoso plantado
em alma sem sonar
para morcego voar à noite...
- a noite!,
antes da noite
que está viva
fora dos nervos do sistema
que, nervoso, agarra-se à derradeira erva daninha
- que não passa da primeira filósofa cínica
dominadora dos sistemas
que regem a vida e a morte.

A morte só é bela na "Pietà",
na tragédia, que é sempre uma deusa grega,
e cuja filha é a filosofia,
outra grega divindade,
pois tão-somente na arte está salva da fealdade
- pelo frágil poder do eufemismo,
que me parece atitude feminina-fetichista
com rasgo religioso-político
e poder de cura
pelo amor sublime
ou paixão avassaladora
que subverte a ordem
e dá coordenadas à desordem.

( Excerto do Opúsculo " Livro de Lei Proibido para Imbecis e Idiotas Endêmicos e Epidêmicos, mas não Vedado às Ervas Daninhas porque são Filósofas Cínicas e não Estúpidos Acríticos!") Olho como os olhos de Leonardo da Vinci
quando vejo uma mulher
de beleza inata.
O belo e a verdade
andam juntos,
despertam admiração
fonte da arte e da filosofia,
do esteta e do douto :
um a cavaleiro do saber
( "homo sapiens sapiens"
que sabe que sabe
a mel, fel e sabre),
- sápido, insípido ("insipidus") e melífico(mellitus")
no céu da boca do provador do doce
colhido na boca da mulher que traz
um travo amargo
mesclado à doçura,
vez que a vida é dúplice deidade ímpia
e nada escorreita,
que espreita embuçada na morte
que se segue ao mínimo mote
à mais insignificante glosa);
Um sobre a cela do cavalo
a saber trotar em torque militar
e outro na arte do  fazer
( "homo faber"
fabular em Kafka,
George Owen
e outros livres assim
a ponto de desperdiçar sem dó
toda a liberdade humana
que não sobeja para o demais em massa
- falida, falhada, abortada,
abordada pelos pilantras com falsos poderes usurpados,
pelintras políticos,
que cavam a demência da vida humana
em si, pois neles abunda o filão,
em minas gerais derramado em derrama
sob solstícios e equinócios
mas sem sentido
excepto aquele sentido do espaço vetorial
que veste os pobres e louco matemáticos
de teses esdrúxulas
abstrusas tal qual a teologia sutil de Duns Scott
e outros dessa envergadura do condor,
mas que mesmo assim
fora do estilo de Píndaro movido a ditirambos
faz o belo
- e do belo que suscita o eufemismo,
que é a beleza,
eufemismo essencial para se tolerar
a vida escravizada
sob as instituições intolerantes e intoleráveis
sempre falidas em massa e espírito santo
ou alma em maldição satânica
tangida pela lira do mísero profeta dos infernos
que foi o caricaturesco e doentio Baudelaire
adorado por captar a decrepitude do europeu culto
alienado de si há séculos
graças aos leviatãs em levante
nas instituições que encontramos
a meio do caminho do barco e do bar
quais pedras ou pedreiras
no sapato do gato de botas
a passo de gaivotas feridas de morte
- asilos institucionaliazados pela violência da lei
que começa na família de felás
que nos transformam, industrialmente,
pela força bruta
oriunda da metáfora tirada
ao centauro Quirão exposto em Maquiavel,
em "Opus" para Príncipes,
ou seja políticos,
os quais, inobstante,
em sua hipocrisia natural,
fingem abominar,
vez que tal obra
é, quiça, apenas uma cartilha
mais extensa e intensa
de obra de Hitler,
na qual se exclui o judeu
e inclui todos os demais seres humanos,
excetuando os mandatários vitalícios,
para maior gáudio do rebotalho
com sua escatologia suja
de corpo fétido e alma penada
lavada na cara lavada de pau).

Ei-la!,  a união maculada do conhecimento e prática,
a filosofia e a práxis poética,
que não está na cesta básica
da plebe ignara e sub-humana
que os mefistofélicos Hitlers,
que são as instituições
vendidas e venais,
com os políticos no comando delas,
- políticos que as criaram para inserir
outra forma sutil de holocausto imperceptível,
senão sob a forma da fábula kafkiana,
em vestes talares e togas negras
em todos os dias do cotidiano
com  inquisidores, torturadores e fogueiras
para queimar as vaidades e abater o orgulho
do ser humano livre
dessa civilização para escravos estúpidos
indo do finito temático
ao infinito matemático:
tudo uma loucura para crônicas pictóricas
de Bruegel e Bosch
entre o pinturesco e o picaresco

( Entrementes, senhores dementes,
o ser humano continua belo
porque o anjo
que o desentorta
e desentoca
é o poeta
que retoma o clamor do profeta
e evira os queixumes enamorados
pela sua senhora,
tal qual o fazia Dom Quixote de La Mancha,
o cavaleiro andante sem mancha,
ainda que vivendo à sombra da Mancha,
que não mancha ninguém
( quem se mancha
e nos mancha
está no manche dos políticos,
os quais, já nem são mais homens,
mas meros "políticos",
alienações ou aberrações do homem
enquanto indivíduo,
- os políticos s]ao seres sem ser ,
atores, hipócritas,
mergulhados nas trevas do homem
que roda a liberdade
sob o olhar atento da criança
que é esta roda a rodar em ciranda ),
O homem é mais que o profeta
que lhe habita a alma
e muito mais trilhões de galáxias
que as instituições, as quais não passam de meros asilos
para acolher os fracos e derrotados
e para tornar o homem escravo
ou servo da gleba do políticos
( estas bestas do apocalipse!),
porquanto estes últimos espantalhos de palha,
os políticos, e tudo intrometidos, abelhudos,
não logram subverter o profeta
que ainda restou íntegro
mesmo sob a figura e indumentária
e paramentos em versos melífluos
do caricaturesco poeta romântico ou clássico
que não é digno
sequer de lavar os pés do profeta Amós
em sua ferocidade de leão
defendendo a verdade
e a fé no homem,
que é a fé em Deus
e não nas alienações institucionalizadas
e mantidas pela lei cruel dos potentados,
sua corrupção indevassável,
- lei e direito também cognominado, ironicamente,
de estado, reino ou república,
conquanto não passem de feudos
que não pertencem ao povo em rebanho
junto demais  alimárias no pasto,
porém são propriedade ou latifúndios sem fundo
de alguns usurpadores,
pois votamos para eleger nossos ladrões
isentos e imunes à lei.
Aliás, esse fato está registrado em toda a história humana,
uma história natural para bichos de fábula,
quando em sociedade ou comunidade
e para zoólogos, quando fora do fabulário,
sob a políticos que submete o ingênuo zoólogo
que não logo descobre
que a zoologia é uma farsa
travestida de ciência
mas cuja essência é a norma
que os símios investidos no poder
põe na violência da lei
que deve ser cumprida
ainda que pereçamos todos
- os tolos!
que somos coagidos por lei a ser.
( A lei manda não ousar ser
o que somos,
mas sim a não-ser,
apenas a se contentar
em existir
como escravos ou servos da gleba,
ó senhores pais incautos
e pedagogos que fazem as vezes do bobo
fora do recinto da coorte,
sem corte ou censura!,
ó bobos!).

A! o homem livre,
o autodidata responsável por si,
o filósofo emancipado intelectualmente,
o erudito que se auto-educou,
o poeta fútil e vil
que descobriu o profeta
dentro do seu santo dos santos!,
ai! esse (este!) homem pleno,
completo, cabal,
auto-construído, pedra por pedra,
por si mesmo,
segue a passo
e continua a galope desenfreado
até achar a besta,
que pasta dentro de cada político,
seja ele deputado, governador, escritor, médico, cientista
ou filósofo comprado com 30 moedas,
preço do Campo do Oleiro,
- segue à sombra
da espiã que me amava
e no seio da qual eu...- não mamava!
- pois trazia em segredo do degredo
a pistola oculta no sutiã
no lado esquerdo do peito feminil,
peçonha no leite derramado...
- e seu coração era uma adaga
de fino lavor.
Pobre espiã que não se amava,
mas pensava que me amava
e panas mamava
a peçonha da cascavel
que vale mais que o mundo  dos homens,
mais venenoso e pérfido
que todos os diabos!
Pobre mulher
que não sabia amar!
- e não podia, destarte, ser amada
até lavar a peçonha da alma!,
negra noite hemotóxica,
neurotóxica do veneno na veia cava...
que leva à cova...

Malgrado todos os trâmites de Mefistófeles,
o ser humano é sábio
porque o filósofo que há nele
- é toda a filosofia...
- e mais, muito mais! - que toda a filosofia!,
Mesmo porque não há filosofia alguma,
nem grega tampouco gregária,
mas apenas e tão-somente filósofos,
quando os há,
porque são poucos
aqueles que sobram da eliminação
por Jezabel, a espiã que me amava tanto!
Jezabel, Jezabel, bela Jezabel!,
que também fere de morte
profetas que se rebaixam em poetas
e trovadores de antanho
no  canto e chão
a que descem - anjos decaídos,
descaídos ébrios
embrulhados no sono pela madrugada.

Eu canto Isaías, Jeremias, Oseías
e todos o conjurados!....:
Todos os conjurados
que fazem a  muralha social e política
mover um centímetro cúbico
por século quadrado e enquadrado
pelas legiões de demônios políticos
e seus asseclas e sicários varonis
dos Brasis queimados, esturricados
pela seca de homens
que derramaram o bom leite de sangue
no chão das insurreições,
nos hinos que sublevam
até o operário resignado
e amedrontado pelo fuzil
dos cães mercenários
que se pensam gente
( mas são menos que mastins!)
quando ferem ou humilham o outro
não percebendo ( eles não tem paga para perceber!)
que breve, em outro tempo que não tarda,
a tarja será para seus filhos e netos!
E ele mesmo será esquartejado amanhã
na manhã em manha cinza
tal qual o foi o conjurado alferes Tiradentes,
que não servia mais à tropa
ou aos desígnios frios do rei
e de seus sátrapas imbecis!
Será outro Tiradentes,
que não se sabe quem foi,
que se sabe que deveria
extrair dentes,
nem mesmo se sabe
se sabre tinha,
se é que agora ou antes importava sabre
ou saber do sabre
de de outras coisas
que não se sabe.
( Em mim ri um filósofo cínico,
um Demócrito zombeteiro...
- e olha de cima
um deus epicureu
frente a infâmia humana,
a peste negra endêmica e epidêmica da estupidez
que grassa
em meio ao ambiente político imundo
aonde vai e vive e vige a lei
do rei da canalha ignara, ignóbil, vil, fementida,
pela qual nada sinto,
excepto desdém,
conquanto tenha piedade
da ingenuidade do populacho).
..............................
..............................
.............
Uma beleza nata
é cheia de graça
tal qual Maria Santíssima!:
- ...e a flor em carmim pintada pelo campo!
que oculta a víbora
sempre salvagem
nunca domada,
indômita a tal ponto
que passou a ser o símbolo e gesto
- do diabo ( ou demônio!)
que transfigurou a face do céu e da terra
criando a religião de Deus :
- deu uma religião a Deus
e outra aos pontífices
e outros políticos ímpios
que se fazem de pio :
Pio XII!
( Pia mentira?!...
Prefiro o pio da natureza
no pato, no pintainho, no pássaro).

Essa graça divina de Maria
imprime a dignidade
em suas atitudes naturais,
femininas, divinas,
às mulheres virtuosas
que sopram o oboé
e são belas oboístas
virtuoses no instrumento
que sopram seu anjo de dentro
para fora da música...
Oh! Musa, libérrima, ubérrima...
(A emoção de amar-te
não cabe nas palavras, Cassiopeia!,
- nem  naquele abraço de ontem!
ou de todos que nos daremos!)
..............................
....................................................
A inteligência congênita
traz o belo à baila
e junto vem a verdade ou aletheia,
a consonar com o contexto da língua e cultura
que pode ser grego ou romano.

Todavia há algo feio
e escuro na foice das trevas :
- a morte!

A morte no corpo do morto
é algo assim
qual folha, flor, madeira
sem árvore, erva, trepadeira, liana, arbusto...
- sem inteligência!,
 graça e beleza
pois a morte é a fealdade,
a initeligência do pedaço de pau seco
caído da queda do anjo no galho,
esgalho torto, morto,
sem vida,
sem inteligência
- que é vida!
Por isso a morte é tão rejeitada!,
nunca aceita...

Pior que a morte
é a eutanásia,
morte pelo médico,
indigna morte,
quando não é piedosa
( mas nunca é piedosa!) :
A eutanásia é ato mais abominável
que o suicídio,
pois o suicídio é a decisão do louco,
do desesperado,
ou que quem sabe
o que é melhor para si,
mas, apesar dos pesares e percalços
- o suicídio é uma decisão do ser
revirado em si
no gesto do verme
a se retorcer de dor,
que se mata,
dando fim a uma indignidade.
Já a  eutanásia é fria atitude da razão,
mera economia da morte
- e quiçá da vida
que se desgasta no vegetal fixado em raiz
de sistema nervoso plantado
em alma sem sonar
para morcego voar à noite...
- a noite!,
antes da noite
que está viva
fora dos nervos do sistema
que, nervoso, agarra-se à derradeira erva daninha
- que não passa da primeira filósofa cínica
dominadora dos sistemas
que regem a vida e a morte.

A morte só é bela na "Pietà",
na tragédia, que é sempre uma deusa grega,
e cuja filha é a filosofia,
outra grega divindade,
pois tão-somente na arte está salva da fealdade
- pelo frágil poder do eufemismo,
que me parece atitude feminina-fetichista
com rasgo religioso-político
e poder de cura
pelo amor sublime
ou paixão avassaladora
que subverte a ordem
e dá coordenadas à desordem.

( Excerto do Opúsculo " Livro de Lei Proibido para Imbecis e Idiotas Endêmicos e Epidêmicos, mas não Vedado às Ervas Daninhas porque são Filósofas Cínicas e não Estúpidos Acríticos!") 

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terça-feira, 26 de março de 2013

PARALAXE(PARALAXE!) - enciclopedia enciclopédia

O fumo, as bebidas alcoólicas, os narcóticos..: as drogas, enfim, eram usados somente em rituais presididos por xamãs ou nas festas da tribo, em ocasiões especiais. Por isso não ocasionavam os males sociais e físicos (químicos) tão comuns aos nossos tempos, cujo uso de drogas, mormente os fármacos, são frequentes, na medicina ( mercado branco) e do tráfico (mercado negro).
Então, os alucinógenos e outros meios de se intoxicar, não era absolutamente um problema de saúde mesmo porque as festas e ritos eram sazonais e somente durante o intercurso, na sazonalidade, haviam excessos, permitia-se ao indivíduo  extravasar-se em grupo, na comunidade : era uma comunhão. entrementes, isso não era permitido durante o decorrer do ano, o que quer que fossem, significasse o ano em seu calendário, se havia calendário para as várias tribos. No transcurso do ano-calendário havia temperança ou, provavelmente, abstinência. Talvez, devido a esse comportamento comedido no cotidiano e ruidoso, farto, abundante em tudo : bebidas, comidas,  ritos, danças, músicas, alegria, encenação dramática... -  eram, em certo sentido, ou em todos os sentidos, até benéficos à saúde, pois dava ao corpo o veneno para que ele trabalhasse fisiologicamente e aprendesse a se desintoxicar, assim como ocorre com as doenças, que dão resistência à fisiologia do corpo humano porquanto é  um aprendizado de como o corpo humano pode e deve se livrar de males letíferos, fatais. Um exercício físico : fisiológico. Eram melhores, mais eficazes que o excesso de vacinas para tudo que é doença, as  quais dão às crianças, mais com o fito de enriquecer os políticos e seus agregados do que salvar as crianças das moléstias contagiosas, como soem propagar aos tolos, crédulos, incautos.Papalvos!  De quantos quilômetros de papalvos é feito o mundo dos homens, ó senhor Deus dos Papalvos!?
Os médicos, que  médios, meios, mas não doutos, e sim eruditos, acadêmicos movidos por doutrinas de filósofos, que os fazem de títeres, porquanto os filósofos são os potentados do intelecto; os cientistas, no entanto, são meros  fantoches ou marionetes dos políticos que, outrossim, utilizam-nos para seu fins em verbete na gramática política de Maquiavel. Eles, os  médicos, os cientistas,  são os meios, daí médicos; meios dos quais se servem sem pudor os políticos. Aliás, médico é termo bem apropriado e que lhes dão tanto orgulho profissional!...Que bom, senhores fantásticos!, -  se não fanáticos!
Médicos, cientistas estão intelectualmente sob o domínio intelectual, sob  o poder emanado do cérebro dos doutos, conquanto não o saibam e pensem que são os senhores do saber, ao invés de servos da gleba daqueles intelectos potentes, inteligências natas, gênios da natureza, como quer por o mito e põe com precisão metafórica, alegórica.
Os doutos de fato são os filósofos, mas não de direito, porquanto o direito representa o padrão cultural, o mando arbitrário da cultura, na qual comanda o político ( o vigarista de boa retórica à la grega) e o estúpido professor de filosofia, um mentecapto com título de doutor em filosofia, por direito, mas não de fato. Aquilo que é de fato diz respeito ou  respeito  à natureza, que é a única realidade : a cultura é mera idealidade criada por um jogo de leis e uma rede de intrigas palacianas, jogo violento de política, que usa a força do grupo,  num ato de engenharia sociológica, para massacrar os sábios e poe a comandar um falso saber, em seu lugar vacante, ao tolo; disso participam os pol´ticos das várias áreas do conhecimento e  de outras fações do poder, que patrulha por toda parte, como policias e cães farejadores que são, sempre prontos a servir quaisquer senhores; desses  fazem parte os senhores da guerra e da desídia e, pasmem!, dentre eles estão os cientistas, que são os eruditos, mas cujo saber se limita ao conhecimento contextualizado, ou seja, no âmbito cultural e sob a égide das leis, do direito, que despreza os fatos com um ato de lei e outro de sanção, graças, Cassiopeia bela, graças ao batalhão de choque!
No que tange ao sábio ou filósofo, esses têm seu saber ou sabedoria plantada na  natureza e pela natureza e, também, são eruditos completos, porquanto são os únicos a conhecer os fenômenos do pensamento, o pensamento em si examinado exaustivamente : Fê-lo Kant, Shopenhauer e Nietzsche, e, outrossim,  a erudição, mas uma erudição  ilimitada, a consonar com a inteligência é ilimitada dos gênios e sábios que criaram de fato o mundo dos homens. Esses demiurgos, deuses, gênios da natureza.
No que diz respeito aos míseros eruditos limitados pela natureza ( e ilimitados ficticiamente pelo poder da cultura ( pseudo-ilimite!, cômico...) e, especificamente, pela parte da cultura denominada política, que domina os homens ou os põe sob jugo brutal, quer queiram ou não), esses são parlapatões, ridículas personagens da Commedia dell'arte,  italiana : Dottore, Pagliaccio, Pantalone, Arlequín, Colombina e outros assim...
Os eruditos ( biólogos, filólogos e outros, não é "Dottore"?"!) se perdem nos meandros conceptuais, que são labirintos, porquanto confundem o geral com o particular, de forma grotesca, a modo simiesco, momesco, no esgar da loucura pintada por Erasmo de Roterdan na pele de uma diva grega ou romana, mas não com nada de "romanesco" : tudo de "pitoresco", picaresco, enfim. Estes pseudo-doutos, para eles, há um "corpo médico", quase mediúnico, sobre o qual se inclina o médico; corpo esse que não passa de um corpo genérico, ou seja, não um corpo individuado, individual, real, de fato, mas um corpo estabelecido, erigido  pela abstração em forma de conceitos culturais e leis vigentes; corpo esse que  não passa de um corpo fictício, uma corporificação da ficção médica, científica, biológica, química, física; enfim, uma espécie de "Corpus Aristotelicus", que é, um ser,  uma figuração do pensamento, algo que não existe, não está no universo, na realidade, mas apenas na idealidade, na deia platônica do ser, ou seja, é um ser, que não "existe" na realidade, mas somente "existe" na abstração do pensamento, ser este que é, simultaneamente, e numa anfibologia-temporal, um não-ser, ou seja, uma inexistência no mundo real, natural, fenomenal, quiçá : um monstro pensante e pensado : um monstro do Doutor Frankestein, de Mary Shelley, esposa do poeta inglês Shelley. A cultura contrapõe à razão esta anfibologia temporal. É uma forma crítica do pensamento, um momento crítico, no sentido em que põe o pensamento em confronto, dubiedade, paradoxo, não um criticismo à maneira de Kant.
O problema do erudito é que ele não pode se livrar das doutrinas que o escravizam, subjugam-lhe, dão-lhe regras, normas que lhe tolhe a liberdade. Ele sobrevivem intelectualmente graças às doutrinas dos sábios e gênios, as quais mal compreende; entretanto, repetem-nas ( as doutrinas!) bem demais, piamente, como se fosse verdade sagrada, artigo de fé, e, consequentemente,  sem profundidade, perspicácia, argúcia ou sabedoria própria, pois eles não possuem inteligência inata, coisa de gênios, inteligências supremas, quando universais, cujo paradigma é Leonardo da Vinci. Os pobres eruditos não tem estofo filosófico mínimo para plantar-se em uma tese, tomar uma posição de ser no mundo dos homens pensantes, ser príncipe entre os poderosos do pensamento, os portentos, aquelas potestades naturais que foram Nietzsche, Pascal, Gaus, Picasso, Goethe, Dostoievski,  Leonardo da Vinci...
O peso das doutrinas oriundas dos filósofos, trepados quais figuras simiescas, pelos vários esgalhos  da árvore do saber, fazem os humílimos e limitados eruditos sucumbir ante tamanha gravidade, a qual os verga, embora tal peso é pluma para o filósofo que pinta e pensa na pintura tal qual Kandinski ou o poeta em forma e cores que foi Marc Chagall, Joan Miró, pensa em Platão, o divino Platão...
Os eruditos podem conhecer, mas não saber, pois não têm raízes teóricas para dar tal salto sobre o abismo.- E têm medo! : um medo que os paralisa sob paralaxe usando o método de Tales de Mileto... Que tal, Tales!?...

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