segunda-feira, 13 de maio de 2013

ÊXUL(ÊXUL!) - dicionário dicionario




Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul(êxul!)
exule em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem PI
Nem caleça
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
 profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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terça-feira, 7 de maio de 2013

EQUAÇÃO(EQUAÇÃO EINSTEIN!) - verbete verbete

A equação de campo de Einstein, ou equação(equação!) Einstein,  que consagra o conceito equivalência massa-energia, está expressa na fórmula de equivalência supra. Energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz no vácuo; ou seja, espaço e tempo não estão separados consoante concebe  senso comum, mas juntos , ou melhor, não são dois, mas apenas uma unidade.O espaço enquanto massa em velocidade e o tempo enquanto energia, que proporciona a velocidade ou movimento. O espaço, portanto, é formado de massa e velocidade, a qual é provem da velocidade ou movimento do corpo no espaço exterior ao corpo e do espaço interior ao corpo. São duas velocidades observáveis. Daí o quadrado? O Corpo (massa) se move fora de si e dentro de si, gerando mudanças em ambos os movimentos, em ambas velocidades, as  quais são postas em escala de luz. Daí o conceito ano-luz?, Ana-Luz? Ou o concerto? ( Imaginemos um concerto de saudades sua, dulcíssima amada!).
( O conceito de corpo e massa são diversos na física; está colocado aqui de forma "didática", digamos e porque o conceito de massa na língua portuguesa falada e escrita em alguns países tem conotações deferentes ,, obviamente, nada técnicas. Ora, se não fosse assim não teria conotação, mas denotaria! Mas este conceito não está, na maioria das vezes, posto apenas em terminologia científica precisa, mas no que  grassa na fala do homem do povo, com graça!).
A energia constitui a massa com sua força ou, "in casu", velocidade, movimento. Energia é, grosso modo, movimento, motor, gerador de massa. Na energia está presente a massa e vice-versa. Aí a leitura da equação, sua expressão , a qual afirma a massa( espaço, vamos dizer assim) e energia ( movimento, por assim dizer) como uma unidade, uma mesma coisa : o ser de Parmênides em outra frente e sob outros disfarces. linguísticos, semiológicos e doutrinários. O "Hén Pánta": essa a percepção inconsciente da equação de Einstein, mas que se mescla com a equação de Heráclito de Éfeso quando diz: "Panta Rhei".
Dessa confusão teórica, que põe conceitos em junção, transcrita em equação, nasce a teoria da Einstein, não transliterada, pois os brilhantes teóricos da física quântica não sabem disso.
Parmênides e Heráclito misturam e não distingue ser e tempo, ou iguala-os, ou os toma por um, ou seja,  pela mesma coisa, o que é a verdade fria do jogo de xadrez da abstração. O mesmo não faz Einstein que, a priori, os toma pela mesma coisa, mas a posteriori distingue-os, separa tempo e espaço na doutrina, conquanto não o faça na equação. Porém, como não é filósofo, nem erudito em filosofia, não percebe o equívoco.
De mais a mais, o tempo em Einstein cai num pretérito irreal, impregnado num glifo de memória,  e num futuro fantasista, obra, "opúsculo" da imaginação sempre cavilosa(cavilosa!). Leva a imaginação construir ou sonhar com volta ao passado e viagem ao futuro, pois, na realidade, o único tempo real, inexistente é o que vivemos agora, nele estamos presos e soltos, pois ele flui incessantemente para frente, mas não retorna ao pretérito, senão nas pessoas do discurso e nos tempos vernais, tempos fictícios, abstratos, tempos para pensar, recordar ou imaginar, mas não para existir, senão naquele ou neste momento em que o passado e o futuro do meu tempo presente está próximo do passado de agora há um segundo e prestes a entrar num futuro sempre presente, mas próximo um segundo do futuro, mas sempre em presença, sempre no bojo do ser, que é o tempo e o espaço, a massa e a energia, a velocidade quadrada em função da massa...( O tempo não é uma teoria : é uma tirania.Trocadilho infame, mas trocadilho!).
Partindo desse pressuposto falso, da má literatura de Einstein, cria-se toda uma literatura que enriquece muitas editoras e físicos quânticos que passam a cultivar e cultuar minhocas nas cabeças cheias de buracos de minhocas. Transformam o tempo numa personagem romântica e romanceada para máquinas do tempo, que chamam cordas cósmicas e outros nomes e renomes vãos para esconder a incipiência e fingir que tudo é a mais pura e elevada ciência. Meu bom Deus!
Então o tempo se transmuta no que entendemos por esta palavra ( a palavra "tempo") que significa muitas coisas na vida quotidiana e está, portanto, eivada de conotações e contextos empíricos, pensamento mágico e ilações fantasiosas.   tempo não-equacionado matematicamente tem contexto conotativo e denotativo, enquanto o tempo em concebido matematicamente na equação não tem contexto algum, ou se o tem é apenas denotativo. Já o tempo enquanto doutrina sofre de denotações incômodas, porque demasiadas, exacerbadas e denotações de menos, mitigadas. A matemática só tem contexto dentro da linguagem para a matemática e, por isso, não apresenta conotação no contexto, mas apenas denotação. Noção de precisão ou próxima da precisão que a linguagem altamente técnica e fria pode oferecer. É a linguagem do cérebro, que ignora os conteúdos e se foca nas formas. O tecnicismo matemático-algébrica que imbrica um microcosmo e um macrocosmo dentro e dora do ser humano.
Por outro lado, a teoria subjetiva o tempo, pois o tempo objetivo não existe, senão em linguagem matemática e enquanto palavra que designa algo subjetivo ao ser humano, o movimento da mente humana memorizando o passado e imaginando o futuro, tempos inexistentes ou tempo sem ser presente, presença, existência. O tempo enquanto energia ou velocidade unida indissoluvelmente  à massa ou na totalidade expressa pela palavra energia, espaços que separam os lados opostos da equação,  apenas existe  e é um ser enquanto movimento, energia ou velocidade,  quando unida à massa ou quando a massa está em potência na energia, que ora é massa, ora energia, em perpétuo movimento cósmico.
Contudo, quando o tempo é posto enquanto personagem imiscuído na personalidade humana e no modo do ser humano ver o movimento, a energia e a velocidade, ou seja, como uma personagem criada pela mente humana, um ente à parte, separado do movimento, da velocidade e da energia; e, ao mesmo tempo, em outra parte, em cisão com a energia, separado, á parte da massa,, da velocidade e da energia,  que mostra o tempo objetivo, in natura, então  o tempo, isolado como movimento que o homem percebe e conceitua como presente, passado e futuro, separado do movimento, velocidade, energia e massa, esse tempo tem conteúdo subjetivo, é um pedaço, um aparte, uma parte do sujeito e não do objeto, nem algo objetivo, pois o tempo não  existe, conforme o concebe a mente e o conceito humano comum, mas apenas como movimento, o qual a matemático exprime na equação ou em forma de  notação musical na partitura. O tempo subjetivado, não-objetivado, é um tempo-ser que não existe na natureza, mas na mescla que é a relação natureza-ser-humano.
Na palavra e na partitura o tempo é um ente meramente humano, subjetivo, não é o que é na música, puro movimento,nem na natureza, na física de fato : movimento, energia, velocidade, força, mas não meramente e só estes conceitos misturados indelevelmente a palavras como seu apelo popular subjetivo. A ciência tem que ser objetiva, neste sentido e na linguagem matemática e física.
Einstein e os físicos quânticos transformaram a física no simbólico, ou seja, em espiritualidade. Cômico foi eles cavando um buraco de minhoca em suas mentes! Que comediantes!
Todavia, a patetice real prefere não ver a nudez deles,  tiritando de frio, pois esta é a nova roupa do rei e todo aquele que não a vê é um estúpido!
A equação de Einstein está correta, mas não a doutrina, a tese, a teoria posta em vernáculo com todo o seu contexto, que é uma carga pesada até para o camelo e o dromedário.Uf!, Puff!

profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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terça-feira, 30 de abril de 2013

NADIDADE(NADIDADE!) - dicionário dicionario

Pus (tese) o maniqueísmo que recolhi em doutrina no entroncamento da cultura judaica-cristã com a civilização ocidental, especificamente Roma, tempo do Império de Constantino ( ser localizado e temporalizado como espaço intumescido pelo tempo imediato na época do império romano sob  os auspícios do imperador Constantino, que oficializou o cristianismo como religião do estado, então Império Romano) . Evidente que a doutrina do maniqueísmo,  sob outras denominações, já existia desde antes da primeira doutrina, pois  já informava os signos, os quais, para se distinguir, necessitavam de significados e significantes que os diferenciasse.
Na cruz ou crucifico que põe o Império Romana e a doutrina cristã, encontra-se o cristianismo doutrina que dá cobertura teorética , filosófica, em bases de um Platão em doutrina de Aristóteles, uma filosofia acabada, madura, a final,  no fim da filosofia,  agora, perfeita, terminada, burilada,  e utilizada para salvar   um movimento religioso  da carência intelectual. Cristo encontra-se com o Império  romano e,  concomitantemente,  com a civilização ocidental, na cruz, no crucifixo que o torna fixo entre as entidades legais ocidentais. Entre a pena da lei e a proteção do direito romano move-se a instituição cristã no ocidente. A história, em signos, os signos, movem-se assim. Moinhos, redemoinhos outros, culturais.
Necessariamente os signos se opõem, de várias maneiras, para se firmarem e afirmarem o ser que exprimem ; ser este que , para se comprovar,  estabelecer,  por-se  ou ser posto na realidade,  no positivo espaço e tempo em tese ( no lugar), onde está  o ser em presença ( ontologia) para conhecimento, sabedoria e vivência imediata, que este é o modo de se por o ser no tempo e espaço que o circunda e formam, ideiam(idealizam? Idealogam?) o ser, resolvendo  o negativo ao negar o que não se pôs, por impossível, como não-ser, negatividade, ser negativo, uma espécie de cópia na sombra do positivo, um a reafirmação da possibilidade de por e uma da negatividade de não por o nada. Posto o ser dá-se o movimento intelectual da nadidade,  da nadificação, essencial à existência do ser, da ontologia ou o ser enquanto estudo nos signos. Recorre a uma negação de si no não-ser, um seu reflexo, uma reflexão na nadidade(nadidade!).
O ser não costuma ser compreendido mesmo porque não está compreendido e não pode ser apreendido de uma vez em doutrina, devido a sua especial complexidade. O ser está na presença e sentido e percebido complexamente na presença, mas não apreendido pelos sentidos; os sentidos não o apreendem. Sua existência é plena : o ser é o único existente:  a percepção intelectual  o detecta instantaneamente, de imediato;  é, outrossim,  a única essência substante(?) ,  a  qual a intuição e uma sensibilidade ou sensação extra capta. Capta assim como o tubarão capta por meio de sua sensibilidade ao eletromagnetismo.
O ser não pode ser visto ou percebido pelos sentidos comuns, não pode ser concebido intelectualmente devido a sua complexidade em aglomerados infinitos, devido a  sua substância estar vinculada ao tempo, numa espécie de cola.
O ser é a presença no tempo presente, único tempo real, de fato, e no espaço aglomerado pelo tempo natural, real, de fato. O ser aparece no ente, ou seja, no fenômeno observado enquanto objeto dos sentidos. O fenômeno é a aparição e, portanto, concerne aos sentidos. Porém o ente é o fenômeno, a aparição, a manifestação de parte ínfima do ser : a parte que aparece em parte do todo. O ser é o todo e a totalidade pode ser concebida, mas não percebida pelos sentidos. O todo está fora do âmbito do fenômeno; entrementes, a razão pode conceber a totalidade, que é a parte do ser ( uma delas!) compreendida, apreendida  e preenchida pela elucubrações do intelecto humano. Além do todo tem o nada, parte do ser ou outro “ser” , quando denominado: “não-ser”, uma concepção  acurada do contraste que estabelece e sustem o princípio da contradição que, com o ser, se firma no princípio da identidade, pois esta antinomia fortalece e dá suficiência à razão e raiz para assentar o conhecimento.
A raiz quadrada que institui e estatui o princípio da razão suficiente, quer dizer, grosso modo, que é a  razão é suficiente para pensar e encontrar, descobrir, estatuir, instruir e instituir o conhecimento. Esse princípio firmado e afirmado, seguro de si é suficiente para confiar na capacidade da razão em sobreviver no âmbito do conhecimento e mesmo fundá-lo, fundamentá-lo nos próprios princípios que a razão criou sem arbitrariedade, mas com liberdade e emancipação para pensar, perscrutar e escrutinar o universo, sem precisar de nada mais, nem de qualquer instrumento humano ou divino.
A razão é livre para pensar, ponderar, julgar,  podendo  conhecer o universo independentemente de quaisquer circunstâncias, vencendo mesmo os contextos, que são os maiores entraves à razão, quando pura, conforme a queria Kant, o moderno Aristóteles, que acaba com outra Era da filosofia.
O ser é o objeto dos objetos da ciência.O ser é presente, tempo presente em espaço presente para o ser humano, que é a parte do ser que observa o ser ou os seres e o nada ou nadas que co-existem entre os seres sob linguagens matemáticas, poéticas, literárias, dissertativas, obras de artes em signos e símbolos diversos dos da escrita, em outro tempo histórico : a história dos signos e símbolos dos artistas , da obra de arte.
O tempo do ser é o presente : tempo real, existencial, de tensão. O pretérito é um não-ser tecido e casulo pela memória, não passa de continuidade da linha do presente. O futuro não existe, senão como imaginação, obra do homem, artefato, obra de arte, mas não ente natural dado na manifestação do fenômeno ou o presente de onde o ser emerge em ente e ser aos pedaços para o intelecto e a intuição sensível e não-sensível, mas sensitiva, para usar uma expressão difícil de exprimir a relação ou feixes de relações do ser no espaço e tempo presente, reias, naturais, do ser, da presença, da vida, da existência, da essência.
O homem constrói os tempos fictícios : o futuro, pela arte de imaginar e o passado, pelo exercício mnemônico.
A memória são as marcas do tempo presente, da presença, traduzida em marcas pelo abstrato geométrico, que é outro corpo do homem : o corpo abstrato. A imaginação é a miscelânea das lembranças desenhadas na memória e dos traços geométricos criativos, que transformaram a natureza em abstração, ou seja, erigiu um tempo e espaço e um ser transcendental, que transcende a história em concepção. A geometria é uma economia da natureza, do mesmo modo que os signos em relação aos símbolos e imagens.
O ser é o outro do homem ou o outro ser, ou o outro homem, ou o homem supremo : Deus, ser supremo, ou seja, o homem que observa livre a manifestação do ser (epifania) no tempo e espaço, como matéria e energia  ( o todo, a totalidade recolhida em concepção filosófica) e como o signo do zero, o símbolo do nada ( o nada absoluto e relativo ao todo, colhido no "logos", "in verbis" enquanto conceito  filosófico de raiz quadrada) e o terceiro e primeiro observador privilegiado : o homem, referencial e referência do ser, para quem o ser abre o conhecimento e as intuições sensíveis e insensíveis.
O ser é uma trindade, santa trindade. Trimúrti. Isso em doutrina. No desenho apresenta outro aspecto facial.
A doutrina do maniqueísmo ( aqui chamada de maniqueísmo meramente para contextualizar o texto dentro do entendimento contextual ocidental) nasce com os signos, escritos ou não, pois nas diferenças que os interpõe está o contraste do bem e do mal e de todas as demais polaridades estabelecidas pelas leis da natureza com rigor de rúpia.Rúpia! A oposição suscita um conhecimento e uma sabedoria transcendental, metalingüística, pois permite, na avaliação do jogo do ser e não-ser e suas regras, conceber o todo e o nada, abrir a janela do mundo abstrato e de outros universos paralelos, já descrito nos DNA ( ácido desoxirribonucléico), o verdadeiro escriba, o mais sábios e erudito, que vive fechado dentro do ser humano. Templo.Convento dos Cartuxos, Cistercenses : monges brancos e monges negros no xadrez da regra e do século,que separaram os homens em  regulares e seculares, a consonar com o clero e seus prelados.
O tempo do ser não é o mesmo tempo do fenômeno, pois o tempo fenomênico é virtual, não é real, no sentido em que passa pelos sentidos e perde esse tempo para chegar ao ser humano, não é imediato, mas mediato os sentidos. O tempo do ser é imediato, sem perda de tempo presente para um pretérito constituído pelo desgaste de passagem pela sensibilidade humana ou animal. O tempo da televisão é o tempo do fenômeno, assim como o da visão das estrelas, etc. para se bem explícito.
O tempo do teatro é tempo do ser, da presença, do presente.Por isso, Theodor Adorno, com sua reginada sensibilidade de filósofo da arte aborda o teatro em tempo ontológico. Seu foco, como todo filósofo, é o ser no tempo, a presença vital. isso entendo também como parte da práxis, que difere da prática, vez que esta leva o futuro, uma ficção, no corpo do pragma que sobrecarrega o tempo presente com fardos que o tangem para o além  o passado e o futuro. Ficções temporais da mente humana ensandecida, não viva, alienada do tempo ontológico : tempo de conhecimento, sabedoria, fruição da beleza e da vida.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

VERSTAS(VERSTAS!) - enciclopédia enciclopedia

Sugar apple on tree.jpg
Aguarrás, terebentina.
O Brasil é a cara
de um país injusto:
oligarquias, oligofrênicos todo-poderosos,
Deus assente no ausente,
gente indigente...
crimes banais,
capitais 
- nas capitais
( Captais?!
Isso  é capital
para a travessia
da ponte-pênsil
entre o capital de Adão,
de Adam Smith,
Lorde  Keynes (Lorde?),
Karl Marx
e o pragma americanizado ao norte
em douto pragmatismo
dos pragmáticos de norte-América
- única ligeira filosofia ameríndia
a por a razão em regime
e regimento
antes do pau
que dá no vau do sul
as brasas da desordem
e do regresso eterno
ainda que tardio o dia
e a decrepitude do sistema
grude na atitude
do brasileiro em fumaça
frente ao braseiro
do diabo assado,
azado.
( Mas mais injusto sou
- eu, Orfeu, - que procuro?
- o Hades na Terra,
o guante Dante?,
pois ela é casada com outro
tem duas filhas
e não posso, Orfeu,
descer aos infernos
para tirá-la de Hades,
pois ela não está nos infernos.Selá.
Marca o ritmo do salmo de David.
David da funda
que matou Golias
era o mesmo David da harpa
que criou o saltério.
Ai! Davi e Betsabá!...
meus Deus!...
( Mas se todos somos
Davi de Betsabá
e Betsabá de Davi
-  e de fato o somos nas histórias
que rolam mil
como besouro-rola-bosta!...
Então como fugir covardemente ao destino
de amar incondicionalmente!...,
minha bela Betsabá?!...
-  ainda mais se não és Jezabel,
aquela mulher...: Jezabel!..
mas a apaixonada Betsabá
que deu à luz Salomão,
o mais sábio dos homens
e maior dos reis,
abaixo de Cristo!...
De mais a mais
as histórias são as mesmas
enroladas em si
escritas primeiro por dentro do claustro beneditino
pelo monge escriba
que é o corpo humano
em seu livro enrolado feito pergaminho
no DNA, um ácido Desoxirribonucleico,
biblioteca e Bíblia
da história de todos em conjunto
ou individualmente, na poesia,
que a história é narrada
em gestas trançadas no DNA
antes de estar apto o punho
para traçar signos linguísticos
ou a natureza em geoglifos e petróglifos
contar as Eras geológicas)).

Aguarrás, terebintina.
O  Brasil é a face da ignorância
e do  ranço avoengo, atávico:
gente demente
poder usurpado às elites
que gravitam sem  lei
que as una
no  uno do ser
que doa o ser
e a ontologia dá ao conhecimento
que assim desmancha a mancha
sem manche da estupidez
- peste negra
que grassa no dia grosso:
osso do osso
é isso, no entanto
- e tanto!

Cornalheira, terebinto ( "Pistacea terebinthus"),
planta da família botânica : família  Anacardiácea,
de onde provem o caju ( "Anacardium ocidentale")
e a mangua("Mangifera indica"),
queria mais : eu,
era morar mais ela
e não mais  longe dela,
enquanto é possível
que tenhamos filhos
que não vivam sub o jugo do egoísmo
queimando em brasas no pau-brasil.
Habitar em meio a uma floresta extensa-intensa
verstas e verstas longe
desta civilização de bárbaros bávaros
que tartamudeiam e pensam
em bar-bar genuíno
soçobrando de bar em bar
sem beira sem eira
amando ídolos de lata e papel,
anelídeos...
com azuis  teóricos na tese do caos
em acordes do violinista azul
que acolheu o anil
para aquecer toque nervosos
no violino Stradivarius
que vara a noite vária...
junto à ária esparsa no ar
da águia, harpia
em harpejos...,
pária
- de pátria...
onde há casta
- casta castiça
na língua
que castiga
com castiçal
a cantiga
e castra
o casto
no claustro...
( queda violino louco!
- tocando num lampejo
todo o verão de Vivaldi!...
com pleno vigor,
no viço do vício
- sexual!...:
a beijar sem medir a boca,
a língua, os dentes,
os lábios carnudos,
a saliva e a lambida...
ai! quanta ânsia de amor,
quão febril minha paixão por ela!,
imensa, intensa, não infensa ao delírio!...:
amor de ocasionar um cataclismo!
deixar intermitente  ciclo da água...).

( Amada, desejo ardentemente
morar verstas e verstas
dentro de ti!,
- do teu coração
e da boca aberta
e dos olhos arregalados...
- e do que mais economizo dizer
para não parecer obsceno
na graça  de Adam Smith
e John Maynard  Keynes
dentre outros ilustrados e ilustres ecônomos!
Todavia, toda vida que vivi aqui
o fluxo racional-político
não fluiu em tupi
na Pindorama pré-cabralina,
ironicamente, jocosamente,
empós alvoradas alvoraçadas em pó de mosquete
nomeada Terra da Vera Cruz
agora pau-brasil
em brasa sobre o anil
que dá apetite
de acepipe,
quindim,
quitute,
iguarias sem igual
pelo igarapé
cavada o calado na canoa
de bombordo a boreste,
piroga dos maoris...
quilha, carena,
Carina, constelação do hemisfério celestial sul,
Canopus, Canopéia,
Alpha Carinae...
seu céu adentro,
mui amada minha :
Cassiopeia
a constelar meu céu...).

Minha terra é das palmeiras
e também das Pindaíbas,
"Duguetia laceolata",
"Xylopia brasiliensis',
floresta ombrófila,
perenifólia,
semidecidual...
mas não justiça
nem direito entre o ato e o fato
voejando na solidão
entre as asas das procelárias... 

  profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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