sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BURGUESA, BURGUESA! - wikcionario wikdicionario


Mister não há 
de alguém em sã consciência
escrever nada;
nem uma linha do lacertídeo,
o escriba das paredes,
carece das marcas
em forma de sinais
que emergem a cabeça em signos
quando o homem
pões os dedos no lápis
a desenhar símbolos, 
esculpir figuras na geometria
descrevendo em parábolas cartesianas
sua rota pelas latitudes e longitudes.
Mas nada disso é necessário,
pois tudo já está escrito
pelos profetas dos tempos,
jaz nos livros iluminados
copiados pelos monges,
amanuenses medievais,
prisioneiros de mosteiros e regras,
lançados ao rol dos condenados
para servir ao sagrado,
tal qual o criminoso comum
escravo do profano,
amante do mundano,
apaixonado pelo século.
Logo, caso escreva
sujo o texto
ao apor meu nome,
que é um peixe intrujão na história,
pois o nome de quem escreveu o opúsculo,
o autor das garatujas
- não sou eu,
porém o herói
que não assinou o alfarrábio
por  desnecessário
e até leviano, fútil fazê-lo,
porquanto seria uma fraude,
fundada num  furto de propriedade intelectual,
apor nome de autor falso à obra,
que é de obra de Deus ("Opus Dei")
transmitida ao seu profeta
que não requer pseudônimo
nem qualquer outra expressão de vanidade burguesa
ou não-burguesa.
 
Apor nome
em texto alheio,
conquanto se creia
que o livro seja de sua lavra
ou de lagarta largada interna
(  o que é mais provável),
é surripiar direitos autorais
de um herói dos deuses,
um campeão de Deus
ou do próprio Senhor do Universo
pela boca de seu profeta
e a mão do escriba erudito
que remonta a estirpe de escribas
que vem detrás dos milênios
a escrever e reescrever
as Escrituras Sagradas,
como se fosse
labor de um único escriba genial
que viveu os milênios,
não na carne,
mas na alma.
 
Deixa ao galo,
longe dos gargalos
por onde bebeu o ébrio
constituir seu ensaio
em madrigal para a madrugada,
pois o galo, sim,
pavoneando-se em seus cantos
é  anjo e  mensagem
ao abrir o dilúculo
e acordar a bela Aurora
pressurosa rosa.
Deixa ao galo
a tarefa de consertar a noite
em Concerto para Madrugada, piano e Orquestra n 1
em Si bemol menor, opus 23.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ÓBICES, ÓBICES! - verbete glossario

Meu pensamento, de  tão super-Nietzsche complexo e erudito, que não vingou sequer em uma comunidade que o entenda, sonha, não sem estar cônscio dos óbices(óbices!), - sonha com essa comunidade imaginária ou quiçá real que o tempo cozinha e que amadurece no fogo do espaço varrido a sol. Não obstante a esperança ("Spe Salvi") teria que ser uma comunidade que seria a nata da escol da elite intelectual, sensível e moral ( ética) para ter essa capacidade, ou seja, uma comunidade que, talvez, não ultrapassasse dois membros.
Minha ideia ( doutrina, tese) refoge ao entendimento medíocre e nome a inteligência superior dos doutos e eruditos, em sua maioria, pode fazer do meu pensamento uma exegese ou uma hermenêutica por faltar exegeta ou hermeneuta para a especialidade que representa a minha doutrina livre das peias e cadeias associadas, nem entre as inteligências inatas e superiores, pois ainda não foi formada a teia de contexto que somente o andar da minha doutrina  tecerá e colocará no mundo dos olhos dos homens sábios para a leitura a que se segue o contexto que aqueles olhos acharão no clarão do sol na manhã da mente humana que lê, decodifica e traz ao contexto o primeiro texto de uma "Nova Era", por assim dizer, conquanto não seja do meu feitio achar que alguém ( e muito menos eu) seja gênio da natureza: todos nós humanos o somos, apenas não  despertamos o potencial ou não achamos nossos exegetas e hermeneutas. O resto é vanidade.
O objeto científico de que trata o Direito é diverso do que trata a medicina.  óbvio, embora su. Contudo, não somente o objeto é diverso e distorce o rosto da ciência em duas ciências.O Direito se fundamenta em princípios fantasiosos, pios apenas reais na imaginação ou no desejo do seus  mestres, seus eruditos. Desse objeto, plantado pela imaginação, o homem pode fazer o que quiser: é um Frankeinstein de Mary Shelley,  é um "artefato mental " ( objeto de ciência) desenhado ( em símbolo cru, símbolos ou figuras geométricas) dentro de um conceito pensado e escrito em signos, os quais cumprem determinadas funções contextuais ( social, política, econômica, religiosa, historial, etc.); na realidade mais ampla cumpre todas aquelas funções sócio-culturais ou político-contextuais e outras não arroladas ou insuspeitas, porquanto ainda e conceitos não desenhados em símbolos ou figuras ou pensadas em signos, na cadência do verso e da história que se narra em signos. Existem conceitos fora da leitura do homem normal, os quais os sábios decodificam no confronto entre desenho ( símbolo) e história(signo): é a batalha, o embate  do pensar.
Já a medicina, ciência que visa outra prática, o objeto está eivado da complexidade da natureza e em fuga ou contraponto com a cultura, que a tudo contextualiza na mente e torna a própria natureza um contexto histórico, uma narração de símbolos sob a forma de ciência ou filosofia : as duas metafísicas. Num objeto da medicina convivem a química, a física, a engenharia, num complexo praticamente indevassável e não sujeito à imaginação, senão para por a mentira política ou as desculpas de que nada sabemos de medicina, pois não é criação da imaginação, mas realidade da  descoberta que,por sina, muda com uma frequência líquida, vez que a mente não acompanha a natureza em escritura  viva : a mente é semi-analfabeta e ignorante ante a imensidão do saber e conhecimento natural e vive correndo atrás de descobertas que mudam descobertas. Aqui não há aletheia, mas aletheias concomitantes e em trilhões, simultaneamente.
No Direito não há compromisso com a  realidade natural, mas apenas a cultural, o que é oposto ao estudo da biologia, uma das ciência entremeadas na medicina teórica e prática, presa à leis imutáveis que o espírito humano tem que descobrir mal-mal 
( mal-mel) para poder aplicar, obedecer humílimo e humilhado pelo pouco saber e escasso conhecimento que a mente amealha com os milênios e a natureza já guarda desde antes do tempo desenrolar-se me papiro e no que era antes do papiro, após pergaminho de longo caminho e longas voltas no caminho.
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domingo, 26 de janeiro de 2014

RIBOMBA, RIBOMBA?!... wikdicionario wikdicionario

Todos ou quase todos
têm seu conforto
seu Paráclito
seu santo espírito
seu médico de confiança
no qual crêem piamente
no crédito do credo
do crido crível pelo crente
que crê no incrível
mas não no incréu.
Têm seu amor,  filho ou filha,
pai, avô, tataravó...
por quem julgam ser amados Jorge
ou Jorges Amados por Amandas amadas
- amapolas no campo de amapolas
de Monet vivo
na natureza natimorta.

Eu não creio em nada
mas na penúria de solidão de ilha
sou meu traidor
arguí intrigas contra mim
em foro íntimo
e nas coortes.

O judas que vegeta comigo
vendeu-me por trinta moedas
para adquirir o Campo do Oleiro, quiçá.

O Judas que tramou contra mim
que não é de Judá
também é Iscariotes.
O Judas que me entregou com o beijo da paz
ao Caifás que caiu do céu
foi o mesmo que posteriormente
traiu Jesus no horto das Oliveiras
em Getsêmani.

Todavia ninguém me atraiçoou
perante a lei
e a Justiça.
 
Ninguém viu
nem pode enxergar
com olhos de cegos
conduzindo outros olhos cegos
ao médico que urdiu minha morte
ao advogado que logrou me furtar.


Isso ninguém viu
porque a venda da Justiça
tapava-lhes o olho
- de piratas
na caixa de biscoitos
- piraquê
vendido no mercado
de Santa Maria
em latitude onde brota,
espoca e espuma
a torrente de um rio grande
que ribomba do sul.
Ribomba?!...

Ver para quê?!...:
- Para crer?!
Deixa de ser
credor da credulidade,
homem incréu,
Judas de véu
- e grinalda.
Judas desvelado
na aletheia do Juízo :
"Aletheu"!

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SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL! - verbete

Todos ou quase todos
têm seu conforto
seu Paráclito(Paráclito!)
seu santo espírito
seu médico de confiança
no qual crêem piamente
no crédito do credo
do crido crível pelo crente
que crê no incrível
mas não no incréu.
Têm seu amor,  filho ou filha,
pai,avô, tataravó
por quem julgam ser amados Jorge
ou Jorges Amados por Amandas amadas
- amapolas no campo de amapolas
de Monet vivo
na natureza natimorta.

Eu não creio em nada
mas na penúria de solidão de ilha
sou meu traidor
arguí intrigas contra mim
em foro íntimo
e nas coortes.
O judas que vegeta comigo
vendeu-me por trinta moedas
para adquirir o Campo do Oleiro, quiçá.
O Judas que tramou contra mim
que não é de Judá
também é Iscariotes.
O Judas que me entregou com o beijo da paz
ao Caifás que caiu do céu
foi o mesmo que posteriormente
traiu Jesus no horto das Oliveiras
em Getsêmani.

Todavia ninguém me atraiçoou
perante a lei
e a Justiça.
Ninguém viu
nem pode enxergar
com olhos de cegos
conduzindo outros olhos cegos
ao médico que urdiu minha morte
ao advogado que logrou me furtar.
Isso ninguém viu
porque a venda da Justiça
tapava-lhes o olho
- de piratas
na caixa de biscoitos
- piraquê
vendido no mercado
de Santa Maria
em latitude onde brota,
espoca e espuma
a torrente de um rio grande
que ribomba do sul.

Ver para quê?!...:
- Para crer?!
Deixa de ser
credor da credulidade,
homem incréu,
Judas de véu
- e grinalda.
Judas desvelado
na aletheia do Juízo :
"Aletheu"!

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SANTA MARIA-RS, SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL! - etimo etimologia


Vista panorâmica de Santa Maria a partir do Morro Campestre do Menino Deus
Todos ou quase todos
têm seu conforto
seu Paráclito
seu santo espírito
seu médico de confiança
no qual crêem piamente
no crédito do credo
do crido crível pelo crente
que crê no incrível
mas não no incréu.
Têm seu amor,  filho ou filha,
pai,avô, tataravó
por quem julgam ser amados Jorge
ou Jorges Amados por Amandas amadas
- amapolas no campo de amapolas
de Monet vivo
na natureza natimorta.

Eu não creio em nadamas na penúria de solidão de ilhasou meu traidorarguí intrigas contra mimem foro íntimoe nas coortes.
O judas que vegeta comigo vendeu-me por trinta moedaspara adquirir o Campo do Oleiro, quiçá.
O Judas que tramou contra mimque não é de Judátambém é Iscariotes.
O Judas que me entregou com o beijo da paz ao Caifás que caiu do céufoi o mesmo que posteriormentetraiu Jesus no horto das Oliveirasem Getsêmani.
Todavia ninguém me atraiçoou
perante a lei
e a Justiça.
Ninguém viu
nem pode enxergar
com olhos de cegos
conduzindo outros olhos cegos
ao médico que urdiu minha morte ao advogado que logrou me furtar.
Isso ninguém viu
porque a venda da Justiçatapava-lhes o olho- de piratasna caixa de biscoitos - piraquê.
Ver para quê?!...:- Para crer?!
  Deixa de ser
credor da credulidade,
homem incréu,
Judas de véu
- e grinalda.
Judas desvelado
na aletheia do Juízo :
"Aletheu"!

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

SEGMENTO DE RETA(SEGMENTO!) - wikcionario wikdicionario



Nada, nem o pensamento,
que é algo como o ponto
e o segmento de reta,
ou seja, quase nada
posto e contraposto
a gosto e  desgosto
da geometria,
exprime a vida no vivente,
contente ou descontente
ilumina o sentimento de vida,
a sensação de estar vivo,
o frêmito inenarrável
de partilhar de tudo
que corre no universo
aonde nada,
voa, anda , corre, medita
o corpo vivo,
cheio de um  espírito
que roda o pneu na alma
pneumática na árvore
ao escorrer em látex
do tronco ferido da seringueira
e, posteriormente, de Charles Goodyear,
até encher de ar
ao pneu do bólido de fórmula 1
guiado pelos foles com ventos musicais
que animam piloto e automóvel
em matérias diferentes
mas com espíritos similares
aos lares de onde provêm
e vem a prover os suportes tecnológicos
entre as mãos da natureza e da cultura
que lutam em um cabo de guerra.
 Nada,  nem tudo o que o pensamento revestido,
 travestido de palavras e conceitos possa exprimir
expressa a sensação mínima de estar vivo:
a expressão, mesmo a dos maiores poetas,
filósofos e grandes escritores
e artistas que sinalizam a vida
por outros meios de simbolização e linguagens.
Nada disso chega perto da expressão da vida,
mesmo quando vivos e coevos
os autores e atores da vida
no seu berro em sintagmas
mais cálidos que magma.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho do toureiro
sem eira nem beira
está mensurado pela jeira do campo
e pelo  lírio que ruboriza
o vale da torrente do Cédron,
por onde correu o Rei Davi,
por onde perambulou Jesus
em grande luz
antes de apagar-se na cruz
do lusco-fusco ao fogo-fátuo.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho é ligeiro
e pisa nele a pisada
que pesa o caminhar
sem pesar de pé
de arameu errante
diáspora fora
sôbolos ribeiros de  Babilônia
por onde se achou Camões
quando em achas de vida
em combustão de paixão,
mas não nas hachuras
de uma professora que tive.

Evoco numa prece
que desce, cresce
e que diz,
ó perdiz,
perdida perdiz!,
que a força glicêmica,
motriz, matriz,
que chacoalha a vida
com o triplo de energia vital
do que a glicose é capaz
sequer de armazenar :
- Esta eufêmia é o amor :
explícita paixão
que arrebata o vulcão
e se organiza no orgasmo
que vai num átimo
da música de Buxtheude a Bach
no Órgão sagrado
onde se acha escondido em geoglifos,
mas queimando em achas de luz
para leitura dos sábios
e pastores apaixonados,
o opúsculo do organista de Sainte-Chapelle
e os ensaios em versos
com baladas,  romances, sagas e gestas
com perspectivas filosofantes
de poetas e novelistas genuínos
que foram organistas de sonhos
da Igreja de Santa Maria Novella
e a deixaram lá
em lá maior
esse frenesi de vida vibrante
cujo empuxo é o amor em flor
deixado deitado em campos de lírios amarelos
e fulvos no olhar
a que não falta ferro e fogo
retirados ao vale do ribeiro do Cédrom
e posto nos livros iluminados
dos Mosteiros da Ordem de Cister
aonde o sonho de Cristo
se retirou para dormir em paz
ao bimbalhar dos milênios.
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sábado, 28 de dezembro de 2013

ALETHEIA, ALETHEIA! - wikcionario wikdicionario dicionoario

Doutrinas, teses, diagnósticos, conhecimentos, enfim, são interpretações, grosso modo, de vários tipos de expressões,  linguagens e  códigos linguísticos, e não-linguísticos, em signos ou com outras formas gráficas que se utilizem de símbolos, gestos, enfim, uma miscelânea signo-símbolo para uso de exegeta e hermenêuta de relevo, a qual sói ocorrer  nas matemáticas e outras ciências simbólicas, bem com em todas as interações humanas ou entre homem e terra e cosmos, as quais levantam perenemente hermenêuticas e exegéticas, ou exegeses, a serem contempladas  na prática quotidiana: doutrinas de campo ou para o campo levadas pelo sábio, pelo erudito, pelo mestre, pelo entusiasta, pelo filósofo e o cientista, dentre outros afins.
Tais práticas não contemplam, geralmente, oficialmente, canonicamente, a face da gnoseologia, cujo labor é dado às melhores inteligências, pois tal se dá somente quando a comunidade é formada e dominada, em sua maioria, por gente sensata, de preclaro senso prático na aplicação do conhecimento aos fatos e que, destarte, por essas virtudes colossais, entrega a prática e a teoria do conhecimento àqueles cujo mérito é por inquestionável, porquanto as inteligências aplicadas por pessoas cujo mérito é notório são motores essenciais ao progresso da comunidade humana, à sua riqueza espiritual, intelectual e material, enfim, blinda toda a sua economia com um sucesso perene. As economias são várias: economia politica, salvítica, de princípios, financeira, economia do amor. Economia são as leis("nomos") da casa("eco"). Toda ciência e filosofia é uma economia.
Essa prática abordada nos parágrafo anteriores é a mescla de fatos e conhecimentos levantados até o momento do agir, por diversos agentes e entregue aos sábios e engenheiros para envolvimento e desenvolvimento com a tecnologia, que é o fazer falar a ciência nos objetos ou artefatos da cultura. Um só questionamento inovador sobre qualquer vetusta doutrina já a pinta com outra cor enquanto conhecimento, gnosiologia. Já  estabelece definitivamente o matiz da dúvida com seu tom no amarelo-outono das coisas e teorias com folhas decíduas ou em queda de anjos sem pára-quedas ou rede sob o trapézio.
A prática não passa de repetição ritual do mito das doutrinas, função executada pelo homem comum ou o homem de inteligência limitada.Os gênios da natureza, ou filósofos naturais, inteligências nativas, sábios, eruditos, "experenciam"  a praxe, que é a doutrina do filósofo aplicada como engenharia social, política, semiológica, semiótica, metalinguística, sociológico, antropológica, espiritual, enfim;  mas não enquanto elemento de  alienação do homem, posta no mundo tão-somente como ato de pensar, não enquanto tese apenas, porém como superação crítica do pensamento do homem, que se pôs no mundo e impregnou as instituições, a cultura, a civilização; não se trata aqui do homem em sua alienação metafísica : o ato de filosofar e o ato teatral do filósofo, que representa  meramente uma alienação do homem, - o homem que é mais, muito mais que é o filósofo, mormente ao agir  no mundo com o pensamento e o corpo, engajado criticamente ao contexto que narra a história do momento e insere o homem pensante no ritual momentâneo e aparentemente acrítico de forma espontânea e livre: esta é a ação e atitude do homem filosófico ou de inteligência nativa, livre das peias das doutrinas e outras crenças , pois o homem livre do filósofo que é em contexto ( e somente em contexto, or necessidade alheia). Somente assim agindo e pensante o homem é a sabedoria  inata, o senhor de si e da terra e dos demais senhores, que se escravizam pelo barato. O homem livre, livre do filósofo que que dá a persona para clamar no anfiteatro,  não põe  simplesmente o pensamento doutrinário filosófico no mundo, pois este pensamento puro é a alienação do homem no filósofo e a alienação do pensamento no mundo social; pois este pensar  se exprime por meio de doutrina, no mundo; este homem liberto põe o próprio homem, a si mesmo, porquanto antecessor e criador do filósofo, o qual é um mero ator social, uma criação do poeta. Nisso não difere do homem, que  não é ator, conquanto atue, mas livre do papel escrito, que lhe cabe;  pois o homem é livre do daquilo que está escrito, quer seja n Corão, quer seja nos livros da lei, seus códigos e, em posse da liberdade, age, porquanto é o único  ser livre na natureza presa na pressa da brisa e da lira que cobiça por glória,  fama e riqueza na mão do poeta ambicioso.
A ação livre, liberta o filósofo de seu papel alienado de si, alheio a si, no mundo como pensamento de morto, ou vivo, mas focado numa personagem teatral social, política, pois traz a doutrina ao rés-do-chão, comunica-a ao homem comum, o qual é o ser alienado que, se libertado  da sua inconsciente ou cônscia alienação, pode e muda o mundo social ao seu talante e ao seu redor com a força inconteste da água que a tudo derriba em caminho de amotinada, pronta a desbancar uma Revolução pra Além da Francesa e outra Revolução para Além da Industrial. 
Aliás, a  Revolução Francesa é uma guerra à parte, enquanto a  prática é imitação pura, arremedo; a praxe, criação, espontaneidade. A prática é a resignação à utilidade, a servidão à doutrina do utilitarismo inglês; a praxe a conjuração ( mineira). Os antigos filósofos gregos pensavam suas doutrinas e a punham imediatamente em praxe quotidiana. Haja vista os cínicos, os eleatas, os estóicos, os filósofos do Liceu e da Academia, creio, os pitagóricos, dentre outros. Os profetas hebraicos faziam o mesmo com seu proceder profético, o que leva a crer que conheciam as atitudes daqueles vetustos filósofos que uniam o inútil ( a filosofia) ao desagradável ( a imprecação e outros gestos teatrais exagerados, levados ao extremo, levados a cabo.Levados!!!).
Os seres humanos naturalmente inteligentes desenvolvem uma ou inúmeras doutrinas durante o transcurso de suas  vidas produtivas, doutrinas essas com fulcro é uma única ideia "platônica", a qual dá o seu ser ao pensamento do homem individual que a criou e desenvolveu e responde aos estímulos e sacolejos do contexto, cujo tecido é mui mutável, fato que faz dos discípulos do sábio, além de divulgadores e estudiosos do pensamento do homem são ( santo) banhado em rio de saber inato, um perene ato de colocar, recolocar e colar mesmo em contexto essa doutrina que atravessa os milênios na muda mão dos amanuenses que, não poucas vezes, a muda, modifica, reconduz ao contexto temporal, retira-a morta da teia da aranha antiga. Haja vista a doutrina de Jesus Cristo e Buda! - Toda a Bíblia! que prescinde de um novo passa-olho nos trechos revisitados pelo olho vivo e nu do bebê que lê Esdras.
No que tange aos homens de inteligência adquirida, não-nata, não-natural, como a do sábio, mas artificial, formada e fortalecida pela cultura, esses somente ganham de dom serem discípulos fiéis ( quando fiéis!) quando se limitam humildemente  apenas a dar sequência dialética ao seu pensamento bordado e constituído ao sabor dessas  doutrinas, as quais lhes emprestam o conhecimento limitado de quem não o pode produzir. As inteligências artificiais (artefatos culturais)  têm apenas  opiniões sobre tais doutrinas, pois não são doutos, nem tampouco ditosos eruditos, quando muito limitados eruditos, mas de imensa utilidade ao atuarem com humildade como  meros repassadores do que pregam os doutrinadores,  seres de inteligência inata que criam a mente ou desenvolvem o intelecto ilimitadamente todos os dias, da aurora à noite, até de madrugada, no fio do orvalho hialino que beira o arreio e da loucura e ao arrepio da demência descrita por Erasmo de Rotterdan e Michel de Foulcaut, ouvida na voz grafada em livros dos seus tempos.
Pensa-se ( e nem sempre é fato, mas ato de pensar, imaginar) que, tendo três homens envolvidos no ato do conhecimento, levantam-se três doutrinas, no mínimo, quando a inteligência nata dos indivíduos envolvidos é limitada ao invés de universal e vasta na cultura, pois a inteligência natural quando limitada não vai além de uma voz, não traz a polifonia encontradiça em Dostoievski e sábios geniais desse jaez, os quais evocam e criam inúmeras doutrinas tecidas em torno da doutrina-mãe ou mestra que envolve contexto e perene mutação de ritmo e rito, bem como mito, a fim de poder expressar as necessidade prementes e renovadas do mundo social construído por cérebros de vasto gênio nativo.
Todavia, quando os cérebros em interação são o médico, que clinica, o outro médico, cuja função é preparar o exame ou leitura do paciente por meio de aparato tecnológico e, por fim,  o paciente, se os três forem, como sói ocorrer, pessoas comuns, incapazes de averiguar uma doutrina,  senão sob leitura limitada e fundada mais em opinião que em doutrina, não haverá o levante de nenhuma doutrina; apenas se cuidará de opiniões falíveis, inseguras. Portanto, o que deveria (ria!) engendrar infinitas doutrinas, às vezes não dá senão uma trídua opinião de espião 007, centrada em  obediente opinião de bom moço-agente secreto de Hollywood; sendo a opinião algo mais leve que o pensamento, com leveza e até leviandade para com as doutrinas alheias ao seu chapéu, as quais "medram" no tempo e no homem, que é o tempo vivo, mas possuem o defeito crasso e crônico da solidão sob crânio. Inevitável!
A comunidade dos homens e sua cultura parecem destruir a consciência inata, a liberdade nata de pensar e, concomitantemente, mata no nascedouro, ao que parece, a inteligência natural, substituindo-a por escola, ou seja, por doutrinas alheias ao  cérebro que as  recebe e que as plasma em transplante como se fora sua ou seu coração valente de valete no poker a bater acelerado, mas em ritmo sadio de pandeiro e passista.
O saber do sábio nativo ( todo sábio é inato, congênito, não genético, nem genérico) é a natureza dada na baba do quiabo, na rebarba do diabo, entre  ente natural e o artificial, advindo a cultura e da natureza.
Entretanto, essa sabedoria não passa à tradição, nem sequer está na cultura do tempo; é um saber de alguns indivíduos desprezados pela comunidade científica oficial, um saber exclusivo e espontâneo, cujos sapientes são compungidos por lei, brasão  e armas ao silêncio em vida, coagidos com unhas e dentes do senhorio do tempo, os quais  fazem o povo crer que essa espontânea ( gaia ciência) é uma sabedoria irreal quando, em verdade, a sabedoria ou inteligência inata da nata dos intelectos jamais se torna oficial ou canônica, mas vem viger no apócrifo, pois há os homens sábios, "avis rara", versados na ciência e dotados ( superdotados) na onisciência do humanismo-iluminismo, os quais são seres humanos reais e se preocupam com entes humanos de fato, não com ficções ou grandiosas realizações de engenheiros da robótica; tais seres da ficção científica ou jurídica são tidos pelos visionários como Nietzsche como homens do futuro ( ou máquinas, submarinos em Júlio Verne, em outro verve), ou seja, seres ficcionais de um tempo que não há no presente ( nem pode!), nem haverá no futuro, que será presente tal qual o presente tempo de hoje, agora, pois o tempo é vital quando realidade e imaginário enquanto idealidade. O tempo é o deus vivo no homem em transcurso de vida :  Cronos, crônica são algumas de suas manifestações. Tempo é parcela de vida injetada no conhecimento, mas não no conhecimento dos homens, a erudição filosófica, artística ou científica, porém sabedoria, que é a prova da vida no conhecimento ou erudição artificial ( a ciência, tecnologia, filosofia) criada pelo ser humano em cultura, desenhada pela língua para falar, escrever, ouvir, calar ou dançar com signos e símbolos, esculturas no ar, no papiro, na pedra, na estela, no obelisco, no pensamento geométrico, etc.
Os escritores ou ficcionistas do tempo descrevem o homem em ficção enquanto ser do tempo futuro; abordam o inexistente ; o filósofo profundo, em contrapartida, põe este homem fictício na realidade do homem comum, o simples, o simplório, cuja realidade e idealidade é apresentada ao tempo ( presente) como animal de fábula : um ente humano ridículo e quase sub-humano que não logrou a provar os sabores da natureza e, portanto, por esta desfeita, não atingiu o ápice da condição humana que é  ser sábio, ou o provador da  natureza :  O degustador, o farejador, o observador astronômico, a olho nu ou vestido, o sentimento do tato, o ouvinte do vento
que tateia a tez. Não um mero animal alienado nas fábulas que, "mutatis mutandis", são o pensamento, a filosofia, a ciência, as atividades intelectuais e físicas do ser humano íntegro, integral no sábio. "Ecce homo". "Homo sapiens sapiens", aquele que sabe que sabe  que sabe e que não sabe que não sabe : o sábio. O ser vivo que prova, degusta, mostra e demonstra a verdade, descobre a aletheia. Aletheia!
Existe apenas um homem : o sábio natural. Os demais, que provêm da cultura e lhes presta culto, são meras ficções : homens artificiais, artefato humanos construídos politicamente pelos instrumentos tecnológicos da cultura: língua, rituais,  artefatos, instituições... : o mundo do homem está fundado nessas duas interpretações intercambiantes, interativas.
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